Eu, Kátia Flávia, aviso logo. Isso não é só stand up. É sessão pública de sincericídio com microfone aberto. Bruna Louise chega a São Paulo no dia 26 de fevereiro, às 21h, decidida a transformar o respeitável Teatro Sir Isaac Newton num verdadeiro tribunal da amizade mal explicada. O nome do espetáculo já entrega o espírito da coisa, Bruna e Suas Amizades Duvidosas.
Bruna entra em cena cercada por quem sabe demais. Gui Preto, Denilson Carvalho, Luciano Guima e Lippe Couceiro não aparecem como figurantes educados. Eles entram como cúmplices. Cada um faz seu número, claro, mas o público sabe que o momento mais esperado vem depois, aquele em que todo mundo senta junto e a plateia vira personagem.
As perguntas não passam por curadoria emocional. A plateia quer saber, Bruna responde. Histórias inéditas aparecem, detalhes da vida pessoal escapam e amigos entregam versões que talvez não estivessem combinadas antes. É aí que a gargalhada cresce e o constrangimento vira entretenimento de luxo.
Bruna domina esse caos com a tranquilidade de quem sabe rir de si mesma e dos outros. Improvisa, provoca, cutuca e deixa o espetáculo correr solto. Cada resposta puxa uma história nova. Cada história vira comentário no caminho de casa. Eu chamaria de fofoca autorizada com certificado de diversão.
Os ingressos já estão à venda e a dica é simples. Quem gosta de humor com risco real, interação sem freio e aquela sensação deliciosa de que algo pode sair do controle vai se sentir em casa. Eu estarei mentalmente sentada na primeira fila, anotando tudo.