Amadinhas e Amados, prestem atenção, porque aqui não tem fofoca vazia, tem vida real acontecendo. Bruna Furlan, de 24 anos, neta de Carlos Alberto de Nóbrega, abriu o jogo sobre os primeiros passos do tratamento contra um câncer de mama com metástase na coluna. E abriu com franqueza, sem maquiagem emocional.
Antes de começar a quimioterapia, Bruna tomou uma decisão grande. Congelou óvulos. Não por vaidade, não por pressa, mas porque o tratamento exige interrupções hormonais e fecha portas se não houver planejamento. A coleta foi feita nos últimos dias, junto com a implantação de um cateter que será usado para administrar a medicação.
Ela mesma contou que ficou mais quieta nas redes porque os procedimentos pesaram no corpo. Teve dor, desconforto, cansaço. Nada romantizado. A coleta deu certo. Foram 18 óvulos congelados. Aproveitou o mesmo momento para colocar um DIU de cobre, já que precisou suspender o anticoncepcional.

O cateter também foi implantado com sucesso. Ainda dói, incomoda, mas faz parte do processo. Bruna deixou claro que não está fingindo força o tempo inteiro. Tem dias puxados, corpo reclamando, mente processando tudo de uma vez.
O tratamento inclui quimioterapia, cirurgia na mama, radioterapia na coluna e terapia hormonal. Tudo isso acontecendo agora, sem pausa dramática, sem roteiro bonito. Ela ainda revelou que tem acesso rápido a exames e médicos por conta da rede de apoio que construiu, algo que ela mesma reconhece como privilégio.
A quimioterapia começa imediatamente após a última consulta oncológica. Sem suspense. Sem adiamento.
É uma história dura, direta, contada por quem está vivendo no próprio corpo. Sem frase pronta de encerramento. Sem efeito especial. Só uma jovem lidando com decisões que ninguém deveria ter que tomar tão cedo.