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Kátia Flávia
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Brasília transforma felicidade em pauta pública e já mira 2027

A segunda edição do Congresso da Felicidade reuniu cerca de 2 mil pessoas no Museu Nacional da República, em Brasília, e já confirmou nova edição para 2027. O encontro apresentou dados inéditos sobre bem-estar no Distrito Federal e reforçou a felicidade como tema de política pública.

Kátia Flávia

23/03/2026 13h00

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terceira edição do Congresso da Felicidade, prevista para 2027, que terá como tema central “Saúde Mental e Felicidade”. (Foto: Divulgação Segunda edição – Congresso da Felicidade – Paulo Cavera)

Meus fofoqueiros de elite, eu tive que sentar para processar essa porque, de repente, Brasília resolveu discutir felicidade com auditório cheio, autoridade circulando e pesquisa inédita na praça. Eu estava aqui olhando esse material e pensando que a capital, tão treinada em carão institucional, resolveu botar o bem-estar na mesa com crachá, programação intensa e discurso de continuidade. Isso aqui tem um quê de spin-off de política pública com coaching premium, mas com dado oficial no meio, então eu respeito.

O Congresso da Felicidade aconteceu na sexta-feira, dia 20, no Museu Nacional da República, e reuniu cerca de 2 mil pessoas em torno do tema “Educação para a Felicidade”. O evento foi realizado pelo IPCB, com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, e trouxe um pacote que misturou ciência, espiritualidade, experiências individuais e debate técnico. Meu amor, é Brasília tentando provar que felicidade também pode sair da abstração e ganhar pasta, microfone e power point.

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Foto:Divulgação Segunda edição – Congresso da Felicidade – Paulo Cavera

A programação da manhã teve um perfil mais objetivo, com foco em dados e políticas públicas, e aí entra um ponto que dá sustância para a conversa. Foi apresentada a primeira pesquisa oficial sobre felicidade no Distrito Federal, conduzida pelo IPEDF, a partir da pergunta “o que faz você feliz?”. A ideia foi medir percepções de bem-estar na vida cotidiana e oferecer base para políticas públicas mais conectadas com a realidade da população. Se tem pesquisa inédita, especialista internacional e gestor público querendo transformar sentimento em indicador, eu já vejo uma série cara da HBO ambientada no Planalto.

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Cosete Ramos – Foto: Paulo Cavera

Também passaram pelo encontro nomes de fora, como o diretor do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, Dr. Lhatu, o que dá ao evento esse perfume de congresso que quer ser local e global ao mesmo tempo. Na parte da tarde, o tom ficou mais sensorial e interativo, com discussões sobre aplicação prática da felicidade em escolas, hospitais, empresas e relações pessoais. Houve ainda destaque para a dimensão espiritual do debate, citada por participantes da programação, o que mostra que o evento tentou abraçar várias leituras do tema sem ficar preso só na burocracia do conceito.

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Eduardo Ruy Ramos, Jorge Luiz e Cosete Ramos – Foto: Paulo Cavera

Eu confesso que arregalei o olho na parte em que já projetam a terceira edição para 2027, com o tema “Saúde Mental e Felicidade”. Aí a conversa ganha um peso mais contemporâneo, mais urgente e bem menos perfumaria institucional. Brasília fez o evento, reuniu público expressivo, colocou autoridade, pesquisa e vivência no mesmo palco e agora quer transformar felicidade em agenda continuada. Meu bem, se a capital mantiver essa disposição, a próxima edição já entra em cena com cara de franquia oficial do bem-estar, dessas que tentam trocar o cinza do concreto por uma pauta que finalmente conversa com a vida real.

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