Eu, Kátia Flávia, li esse e-mail como quem lê fofoca diplomática com cheiro de tapete vermelho institucional. Brasília resolveu assumir publicamente que quer ser feliz com planejamento, planilha e referência global. Resultado: está confirmado o 2º Congresso da Felicidade, dia 20 de março, com direito a convidado importado diretamente do Butão, aquele país que transformou felicidade em política pública e virou crush de acadêmico.
O encontro acontece no Museu Nacional da República, das 9h às 18h, com entrada gratuita e inscrição online. Não é retiro espiritual, é congresso mesmo, com crachá, palestra, pesquisa oficial e gente séria falando de bem-estar sem incenso.

O grande chamariz atende por Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão. Ex-parlamentar, rodado por organismos internacionais, currículo que faz coach de internet pedir água. Ele chega como estrela convidada para explicar como felicidade virou política de Estado e não frase de caneca.
O congresso é realizado pelo IPCB com apoio do Ministério da Cultura e outras engrenagens federais. A ideia é consolidar Brasília como polo de debate sobre felicidade, bem-estar e desenvolvimento humano. Eu traduzo. A capital quer trocar a fama de tensão política por discurso de qualidade de vida, pesquisa aplicada e decisão pública com afeto calculado.

Um dos momentos aguardados será a apresentação dos resultados da pesquisa “Felicidade no Distrito Federal”, desenvolvida pelo IPEDF. Dados oficiais, metodologia inspirada no modelo butanês e aquela promessa de transformar sentimento em indicador mensurável.
A professora Cosete Ramos aparece como uma das figuras centrais do projeto. Ela defende que felicidade deixou de ser papo abstrato e virou pauta internacional, com chancela da Organização das Nações Unidas. Teve missão de estudos no Butão, teve troca de experiência, teve construção metodológica.