Amores, segura essa prancha porque o babado é internacional. O Brasil decidiu parar tudo, largar o cafezinho e subir no corrimão da história. Entre os dias 1º e 8 de março, São Paulo vira o tapete vermelho do skate mundial com os Campeonatos Mundiais de Street e Park, tudo junto, misturado e com direito a plateia gritando como se fosse final de novela.
A dobradinha é coisa séria. World Skate se juntou ao STU e resolveu fazer o maior evento da história da modalidade no Parque Candido Portinari. Não é só campeonato, é declaração de poder. Aproximadamente 400 atletas de vários países desembarcam na cidade pra mostrar quem manda no flip, no aerial e no psicológico.
Pela primeira vez, o Mundial une as duas modalidades olímpicas no mesmo palco e ainda inclui uma competição dedicada ao paraskate. Inclusão aqui não é discurso bonito, é regra do jogo. Resultado, São Paulo vira epicentro global do skate, com atleta, mídia, fã e patrocinador tudo disputando espaço como figurante querendo close.
O presidente da World Skate, Sabatino Aracu, resumiu sem rodeio, voltar ao Brasil depois de sete anos é reconhecer que o país é fábrica de campeão e berço da cultura que faz o skate ser jovem, barulhento e irresistível. Tradução da Kátia, o Brasil manda tanto que o mundo volta pra pedir benção.
Do lado de cá, Diogo Castelhano, fundador do STU e anfitrião da festa, bate no peito e avisa que essa parceria empurra o skate brasileiro direto pro ciclo olímpico de Los Angeles 2028. É ranking, é vaga, é medalha piscando no horizonte. Nada de passeio turístico, aqui é trabalho com cheiro de pódio.
O impacto vai além da pista. Os resultados do Mundial mexem diretamente no ranking masculino e feminino e entregam um spoiler de quem pode virar favorito olímpico. O skate, que já foi visto como rebelde demais, hoje é o queridinho jovem das Olimpíadas, audiência alta, engajamento máximo e zero paciência pra caretice.
Resumo da ópera sobre rodas. São Paulo vira palco, o Brasil vira vitrine e o skate vira espetáculo global com sotaque brasileiro. Quem piscar perde manobra. Quem faltar vai ouvir falar por anos. E a Kátia já avisou, esse Mundial não é só esporte, é cena, é poder e é o Brasil fazendo barulho no mundo.