Eu adoro competição de base com nome grande, selo internacional e promessa de revelar futura gente importante, porque aí o esporte entrega talento cru com cara de pré-estreia de celebridade séria. O Roland-Garros Junior Series by Renault volta ao Brasil em abril e já chega com uma delegação brasileira de oito nomes, cinco no masculino e três no feminino. E aí, meu amor, não tem como não olhar para essa lista com aquele olho de “quem vai sair daqui direto para a conversa de mesa esportiva mais chique”.

O torneio será realizado entre 15 e 19 de abril, na Sociedade Harmonia de Tênis, em São Paulo, reunindo juvenis da América Latina. Os campeões das chaves masculina e feminina garantem vaga no Roland-Garros Juniors 2026, em Paris. Ou seja, não é passeio, nem evento para foto bonita na quadra. É oportunidade real com cheiro de carreira começando a ganhar passaporte.
Além dos brasileiros, a disputa terá atletas de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Venezuela. O evento ainda terá a presença de Juan Martín del Potro e Gabriela Sabatini, que oferecerão mentorias e treinos exclusivos, num pacote que mistura competição, formação e aquele glamour esportivo que deixa qualquer jovem promissor dormindo de roupa de treino. Também estão previstos workshops sobre desenvolvimento profissional, mídia e performance mental. Traduzindo do corporativo esportivo, querem formar jogador para quadra e para o mundo.
Agora vamos à lista completa, porque lista boa é lista inteira, sem meias palavras e sem esconder ninguém no rodapé.
Masculino
Juan Miguel Bolivar, da Colômbia
Leonardo Storck, do Brasil
Livas Damazio, do Brasil
Felipe Mamede, do Brasil
Benjamin Perez, do Chile
Ignacio de Armas, da Venezuela
Alessandro Rubini, do Peru
Carlos Eduardo Lino, do Brasil
Victor Pignaton, do Brasil
Ander Gómez, do México
Oliver Solis, da Bolívia
Demián Luna, da Argentina
Feminino
Nathalia Tourinho, do Brasil
Sabrina Balderrama, da Venezuela
Catalina Delmas, do Paraguai
Leticia Bazan, do Peru
Isidora Lisboa, do Chile
Hanne Estrada, do México
Maria Eduarda Carbone, do Brasil
Mia Brayotta, da Argentina
Valery Sumoya, da Bolívia
Ana Paula Jativa, do Equador
Daniela Gonzales, do Peru
Ana Cruz, do Brasil
No fim, o recado é simples e bonito. O Brasil entra em casa com oito representantes e com chance real de transformar o saibro paulistano em trampolim para Paris. E eu confesso que tenho um fraco por esse tipo de torneio, porque ele sempre entrega a fase mais charmosa do esporte, aquela em que o talento ainda vem sem armadura, mas já chega carregando ambição no olhar.