Amores, já estava escolhendo filtro de Instagram e biquíni quando recebi esse boletim que parece roteiro de novela das oito, só que tropical. O Brasil simplesmente entrou em cena, roubou o protagonismo e ajudou a empurrar Curaçao para um crescimento histórico no turismo. A ilha viveu um de seus melhores momentos, e nós estávamos lá, de mala, cartão internacional e disposição pra postar tudo.
Em dezembro, o Brasil virou o quinto maior mercado emissor de turistas para Curaçao, com 5.120 visitantes, um salto elegante de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, mais de 39 mil brasileiros desembarcaram na ilha, confirmando que o Caribe deixou de ser só sonho distante e virou destino real, concreto e desejado.
O cenário geral foi digno de aplauso em pé. Ao longo do ano passado, Curaçao recebeu quase 800 mil turistas hospedados, além de centenas de milhares de passageiros de cruzeiros. Somando tudo, foram mais de 1,7 milhão de chegadas, um recorde que fez a ilha sorrir em várias línguas. O brasileiro entrou nessa dança com gosto, ajudando a elevar o volume mensal ao maior da história do destino.
Nos rankings internacionais, Curaçao apareceu como destino emergente nas festas de fim de ano e nas férias de janeiro, sempre com o Brasil piscando no retrovisor. A média de permanência foi de 8,4 noites, com maioria dos visitantes hospedados em resorts, o que explica o impacto econômico robusto que a ilha vem celebrando sem modéstia.
Eu olho esse movimento e já batizo o fenômeno. Síndrome da Ilha Colorida. Casas vibrantes, mar azul cinematográfico, clima europeu com alma caribenha, snorkel para mais de oitenta pontos de mergulho, gastronomia que mistura mundo inteiro num prato só. Willemstad, patrimônio da Unesco, virou aquele tipo de lugar onde o turista tira foto de fachada como se estivesse numa comédia romântica internacional.
Nos bastidores do turismo, a leitura é direta. Mais voos, relação próxima com operadoras brasileiras, campanhas certeiras e um flerte assumido com o nosso mercado. A própria direção do turismo local já trata o Brasil como motor estratégico para 2026, com expectativa de crescimento ainda maior.