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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Brasil disputa com EUA liderança em cirurgia plástica e debate turismo de saúde

Goiânia recebe de 9 a 11 de abril o BAPS Summit Turismo de Saúde 2026, com especialistas discutindo por que o país ainda não domina o mercado que já domina na mesa de cirurgia. Cada paciente estrangeiro movimenta até R$ 170 mil. Alguém explica por que isso ainda é menos de 10% das clínicas?

Kátia Flávia

07/04/2026 11h00

Atualizada 06/04/2026 22h27

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Especialistas de todo o País se reúnem para debater crescimento do turismo de saúde brasileiro

Meu povo, eu estava aqui em Capri tomando um aperol na beira do mar quando chegou nos meus grupos uma informação que me fez sentar direito na cadeira: o Brasil rivaliza com os Estados Unidos em número de cirurgias estéticas e em qualidade de cirurgiões, e ainda assim o paciente estrangeiro representa menos de 10% da carteira das clínicas brasileiras. Menos de dez. Por cento. Com cirurgião de classe mundial e procedimento custando até 60% menos que lá fora. Isso é crime, gente.

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BAPS Summit Turismo de Saúde 2026

É justamente pra resolver esse absurdo que a Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética, a BAPS, reúne especialistas de medicina, turismo e gestão pública no BAPS Summit Turismo de Saúde 2026, em Goiânia, de 9 a 11 de abril, no Transamerica Collection, das 8h às 18h. Cada paciente estrangeiro que vem ao Brasil gera impacto econômico entre R$ 80 mil e R$ 170 mil quando somados cirurgia, hospedagem, transporte e pós-operatório. Eles ficam entre 15 e 30 dias, vêm principalmente de Estados Unidos, Portugal e Europa, e a maioria são brasileiros que moram fora e voltam aproveitar o câmbio e a saudade. Isso tem até nome bonito: migração reversa.

Os gargalos que travam esse mercado são conhecidos: fragmentação da jornada do paciente, rede hoteleira ainda despreparada para o pós-operatório, falta de investimento público e concorrência pesada de Turquia, Tailândia e México, que entenderam antes o tamanho do negócio. O consultor jurídico da BAPS, David Castro Stacciarini, lembra ainda que consentimento informado em português assinado por paciente que não fala português vale tanto quanto papel em branco na hora de uma ação civil. Detalhe que custa caro ignorar.

O Brasil tem o talento, tem o preço, tem o clima, tem a hospitalidade que nenhuma Turquia do mundo vai copiar tão cedo. O que falta é organização estratégica, e é isso que o Summit vem construir, com três dias de debate sério entre quem opera, quem recebe e quem regula esse mercado.

A Kátia não faz plástica, meu povo, mas se fizesse, faria no Brasil sem pestanejar. E depois do Summit de Goiânia, espera que o mundo inteiro vai saber disso também.

BAPS Summit Turismo de Saúde 2026
O quê: encontro estratégico com especialistas nacionais e internacionais para debater o turismo médico brasileiro
Quando: 9 a 11 de abril, 8h às 18h
Onde: Transamerica Collection Goiânia (Rua T-51, n. 3, setor Marista)

Fonte: assessoria de imprensa BAPS / Karolina Vieira, Plena Reputação

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