Minha gente, eu estava me preparando para embarcar rumo a Nápoles, aquele sol de rachar o asfalto, o mar cor de esmeralda, quando o celular tocou com esse babado e eu quase joguei a bagagem no Grande Canal.
Marcelo Bonfá, o baterista que ficou de pé quando a Legião desmoronou com a morte de Renato Russo, resolveu abrir a boca sobre o fim da parceria com Dado Villa-Lobos. E, gente, não foi gracinha não.
Em entrevista ao jornal gaúcho Zero Hora, Bonfá confirmou o que os fãs já suspeitavam: os quase oito anos de projeto juntos revisitando o legado da Legião Urbana terminaram por “incompatibilidades ideológicas e afins e várias coisas.” A dupla tinha até planejado acabar antes, estendeu mais um ano, mas o projeto virou uma corporação enorme com equipe gigante, e aí veio o ponto de não retorno. A última turnê foi “As V Estações”, encerrada em 2024.
O que o feed registra agora é cada um no seu canto: Bonfá está nas livrarias promovendo sua autobiografia em quadrinhos, Minha Banda Preferida de Todos os Tempos, contando a própria história na Legião. Dado, por sua vez, está confirmado no Rock in Rio 2026 ao lado do Capital Inicial, num show que promete celebrar Renato Russo. Separação de atividades total. Sem sobreposição de agenda. Isso se chama divórcio profissional bem administrado.
Agora, “incompatibilidades ideológicas” é uma expressão que faz a turma pensar. Não é “a agenda não bateu” nem “cansamos da estrada”. É um bagulho mais fundo, mais estrutural, o tipo de coisa que vai se acumulando nos bastidores até que uma hora alguém fala em voz alta.
Bonfá foi honesto o suficiente para nomear, mas contido o suficiente para não detalhar. Equilíbrio raro nessa indústria.
O que fica é o legado intacto: As Quatro Estações, V, “Monte Castelo”, “Há Tempos”, toda aquela beleza dos dois melhores discos da banda. Isso ninguém desfaz. Kátia chega em Nápoles com a cabeça ainda na Legião Urbana e uma certeza: algumas histórias são grandes demais pra caberem numa única parceria.