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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Bombril vira case do Carnaval 2026 ao levar regional ao mainstream

A Bombril escolheu a Sotaq e a MOVIN para comandar sua estratégia de Carnaval e transformou sotaques e culturas locais em narrativa nacional. A campanha apostou em influência, conteúdo e presença real para ocupar o Brasil inteiro com método e brilho.

Kátia Flávia

21/02/2026 12h45

A Bombril escolheu a Sotaq e a MOVIN para comandar sua estratégia de Carnaval e transformou sotaques e culturas locais em narrativa nacional. A campanha apostou em influência, conteúdo e presença real para ocupar o Brasil inteiro com método e brilho.

Eu olho para esse movimento da Bombril e já aviso. Isso aqui não é ação de Carnaval para cumprir tabela. É marca veterana jogando com leitura fina de Brasil, dessas que sabem que popular não se força, se respeita e se escuta.

A Bombril entregou a condução do Carnaval 2026 para a Sotaq, agência fundada por Vinícius Machado, e para a MOVIN, braço de conteúdo do mesmo grupo. A missão era clara desde o início. Pegar o regional, com seus sotaques, hábitos e festas próprias, e colocar no centro da conversa nacional sem pasteurizar ninguém.

O conceito Bombril faz o seu Carnaval brilhar funcionou como fio condutor. Brilho aqui não foi fantasia vazia. Foi símbolo e função. A marca se conectou ao Carnaval brasileiro do jeito que ele acontece de verdade, múltiplo, espalhado, intenso e nada homogêneo.

Fernanda Paes Leme -Crédito: Divulgação

A Sotaq puxou a estratégia com foco em brasilidade sem caricatura. Levou culturas locais para o mainstream com cuidado editorial e inteligência de influência. A MOVIN entrou para transformar essa vivência em conteúdo digital com linguagem de rede, ritmo contemporâneo e cara de conversa real.

Matheus Baldi e Ju Paiva – Crédito: Divulgação

O ponto de largada veio com Fernanda Paes Leme, embaixadora da marca, ocupando a Avenida Paulista ao lado de foliões de cinco regiões do país. A cena foi simbólica. Gente diferente, histórias diferentes e um Carnaval que se reconhece no outro.

Mileide Mihaile – Crédito: Divulgação

A partir daí, a campanha ganhou estrada. O Repórter Bombril, vivido por Matheus Baldi, percorreu blocos e festas de Belo Horizonte, Recife, Salvador e São Paulo. Nada de roteiro engessado. Ele ouviu, perguntou, entrou no clima e transformou experiência em narrativa conectada ao universo da marca.

Ju Paiva – Crédito: Divulgação

Durante o Carnaval, a Bombril intensificou presença com ativação no Camarote Planeta Band, em Salvador. Montou squad de influenciadores, garantiu alcance e ocupou espaços onde a conversa realmente acontece. O movimento também chegou ao varejo com a Blitz Bombril, levando o conceito da campanha para lojas físicas e transformando o ponto de venda em extensão da rua.

Tia Ma- Crédito: Divulgação

Nos bastidores, o discurso acompanhou a prática. João Araújo, head de comunicação da Bombril, destacou a importância de olhar para a diversidade cultural do país como ativo estratégico. Cada região tem seu brilho próprio, e reconhecer isso fortalece a relação afetiva da marca com o consumidor.

Ju Paiva – Crédito: Divulgação

Liza Bezerra, diretora da MOVIN, reforçou que o projeto partiu da escuta. O Carnaval foi registrado como ele é vivido em cada território, com pessoas reais e estética que nasce do lugar. Conteúdo vivo, conectado e sem fantasia artificial.

Nicole Bahls – Crédito: Divulgação

Vinícius Machado, CEO da Sotaq, resumiu o espírito da operação. Transformar o regional em mainstream sem perder verdade exige método, respeito e coragem. A Bombril topou esse caminho e mostrou disposição real para dialogar com o Brasil de hoje.

Eu chamo isso de case com leitura cultural afiada. A Bombril não tentou inventar um Brasil. Ela decidiu amplificar o que já existe. E no Carnaval, isso faz toda a diferença.

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