Nelson Motta relembrou uma antiga desavença com Zezé Di Camargo e não economizou nas palavras ao falar do cantor. Em entrevista ao podcast Veja Gente, o jornalista e compositor chamou o sertanejo de “bobalhão” e “muito mal-educado” ao revisitar um episódio ocorrido em 2005, após o lançamento de 2 Filhos de Francisco.
Eu já estava no Miradouro de Santa Catarina com minhas amigas, vendo Lisboa lá embaixo e pensando que vista bonita não impede uma paulada verbal bem dada. Nelson reconheceu que gostou do filme sobre Zezé e Luciano, mas disse que o elogio virou munição para uma fala que ele não engoliu até hoje.
Segundo Motta, ele foi à sessão em atenção ao diretor Breno Silveira e à roteirista Patrícia Andrade, sua amiga. “Eu adorei o filme! O filme era ótimo, né?”, contou, antes de explicar que a aprovação acabou sendo usada na divulgação da produção.

Aí veio o que deixou o compositor atravessado. Motta afirmou que Zezé foi à televisão dizer: “Até o Nelson Motta se curvou”. E o jornalista respondeu sem deixar a poeira baixar: “Curvou o quê? O filme teria sido muito melhor se não tivesse música”.
Eu, que estava escutando minhas amigas comentarem a cidade, só pensei numa coisa: elogio não é ajoelhamento, meu amor. A pessoa pode gostar de um trabalho e continuar com a coluna ereta, a opinião própria e o direito de não virar fã-clube de ninguém.

Motta disse que o comentário do cantor lhe pareceu pretensioso e voltou a bater na tecla da educação. “Esse cara, ele é de uma pretensão, de uma falta de educação… eu já tive alguns problemas com ele, mas ele levou uma boa mijada também”, disparou.
O jornalista também fez questão de afirmar que divergência é normal, mas falta de respeito não. “Todo mundo pode gostar ou não gostar de uma coisa, divergir, isso é a graça da vida, é a diferença. Mas você tem que respeitar, né?”, declarou.
Com as luzes começando a mudar sobre o Tejo, eu fechei essa história com a sensação de que a treta de 2005 ganhou uma nova temporada. Zezé não respondeu publicamente às declarações de Nelson Motta até o momento, mas o jornalista deixou claro que guarda memória, frase e indignação muito bem arquivadas.