Meu Deus! Eu aviso logo que essa novela ganhou trilha internacional. No meio do caos emocional do BBB 26, com chapéu destruído, cowboy indignado e internet em combustão, surge ele, Bob Sinclar, diretamente do Olimpo das pistas, apontando o dedo para a TV brasileira e dizendo “essa mulher sabe dançar”. Pronto. Bastou isso para Ana Paula Renault sair do papel de encrenca nacional e virar exportação cultural.

Bob pegou o vídeo da sister dançando “World Hold On” na festa do BBB, jogou nas redes com a legenda “Brasil sempre no meu coração” e eu juro que ouvi o barulho de produtores, DJs e social medias tendo um mini surto coletivo. Resultado imediato. A música, lançada lá em 2012, ressuscitou com glamour e foi parar no topo das mais ouvidas do iTunes Brasil. É o efeito BBB com passaporte carimbado.
Enquanto parte da internet pede expulsão, punição, julgamento em praça pública e tudo o que o brasileiro gosta num reality, o DJ francês responde com stream, play e coraçãozinho. Ana Paula, que dentro da casa é chamada de provocadora profissional, do lado de fora virou garota propaganda involuntária de hit eletrônico. Eu amo esse contraste. Aqui se discute gritaria. Lá fora se discute BPM.
Nos comentários, a equipe dela agradeceu com entusiasmo digno de fã-clube organizado, chamando Bob de ícone e a música de perfeita. E eu observo, com meu olhar treinado de colunista dramática, que o BBB cria vilões domésticos e estrelas globais na mesma semana, às vezes no mesmo dia.
Moral do capítulo. Você pode estar brigando na sala da casa mais vigiada do país e, ao mesmo tempo, animando uma pista imaginária em Paris, Ibiza ou Miami. Ana Paula conseguiu isso dançando, sem pedir permissão e sem saber que o DJ estava assistindo. Reality é isso. Um escândalo local hoje, um hit internacional amanhã. Eu sigo acompanhando com brilho no olho e fone no ouvido!