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Kátia Flávia
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Bia Villa-Chan chega com guitarrada e vira assunto no Boteco do Ratinho

Eu assisti e não foi só música, foi presença. Bia entrou no palco do Ratinho com a segurança de quem sabe exatamente o tamanho do som que carrega.

Kátia Flávia

01/03/2026 12h30

Eu assisti e não foi só música, foi presença. Bia entrou no palco do Ratinho com a segurança de quem sabe exatamente o tamanho do som que carrega.

Meu povo, eu juro que tentei assistir distraída, mas não deu. A hora que Bia Villa-Chan apareceu no Boteco do Ratinho com aquela guitarrada pernambucana, o clima mudou. Mudou mesmo. Aquilo ali não foi participação simpática, foi ocupação de espaço em rede nacional, com sotaque, identidade e zero timidez.

Eu reparei logo no Ratinho. Ele não estava só apresentando, ele estava curtindo. Sorriso solto, conversa fácil, aquele jeito de quem foi fisgado de verdade pelo som. E quando o apresentador se entrega assim, pode confiar, o negócio bateu.

Bia começou executando Lambada Complicada, música que voltou a circular com força depois de ganhar nova projeção na interpretação de Ximbinha. Só que aqui não teve cópia nem reverência excessiva. Ela puxou a música para o território dela, com a pegada da guitarrada nordestina, deixando claro que aquela versão tinha dona naquele momento.

Depois veio Guitarrinha da Bia, autoral, cheia de identidade, daquelas que não pedem explicação. Eu adoro quando o artista mostra trabalho próprio sem medo, sem rodeio, sem discurso longo. Ela tocou e pronto. Quem entendeu, entendeu.

E quando entrou Feira de Mangaio no bandolim, eu pensei comigo, isso aqui é aula disfarçada de entretenimento. Daquelas que passam na TV aberta enquanto o povo janta, mas deixam um recado claro para quem presta atenção.

O Boteco ainda reuniu Wilson e Soraia, Os Serranos e Thales Lessa, mantendo a mistura de estilos que o quadro adora. Tudo certo, tudo bonito. Mas vou ser honesta com você, o comentário da noite foi a guitarrada ocupando aquele palco com personalidade e sem pedir licença.

Bia Villa-Chan não apareceu ali por acaso. Ela já é nome conhecido no carnaval nordestino, tem atuação marcante no Galo da Madrugada e um repertório autoral que mostra consistência, não só carisma.

No meu grupo de WhatsApp, a mensagem foi uma só, anota esse nome. Porque quando a TV aberta abre espaço, o palco responde e o público sente, não é coincidência. É sinal. E eu adoro quando o sinal vem alto, afinado e com identidade regional bem estampada.

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