Martina Oliveira, conhecida como Beiçola do Privacy, contou que doou R$ 10 mil à ONG SOMOS após vencer um processo contra o perfil “Gótica de Direita” por ataq8es envolvendo HIV, e eu estava com uma mão presa na base da manicure e a outra tentando desbloquear o celular sem borrar tudo, quando o vídeo apareceu. Amores, eu ainda estava escolhendo se o esmalte seria vermelho final de novela ou nude mulher madura, quando Martina entrou na tela falando de preconceito, Justiça e doação. A cutícula parou. A pauta pediu respeito.
No vídeo publicado no X, Martina relatou que a “Gótica de Direita” afirmou ter medo de encostar nela porque poderia “passar AIDS”. Segundo a criadora, o perfil depois disse que correu para passar álcool em gel nas mãos porque ela seria um “poço de DSTs”.
Martina rebateu a fala lembrando que HIV não é transmitido por aperto de mão, abraço ou beijo. “Só tem um detalhe: HIV não se transmite por aperto de mão, abraço ou beijo. Então eu processei!”, afirmou no vídeo.

De acordo com a própria Martina, a Justiça determinou o pagamento de R$ 5 mil. Em vez de ficar com o valor, ela decidiu dobrar a quantia com dinheiro do próprio bolso e doar R$ 10 mil para a ONG SOMOS, organização de Porto Alegre que atua no atendimento social e na defesa de direitos de pessoas que vivem com HIV e AIDS.
“E foi aí que eu decidi fazer algo que ela nunca imaginou. Ao invés de ficar com o dinheiro, eu decidi dobrar o valor do meu próprio bolso”, disse Martina.
A criadora também explicou que a ONG SOMOS promove atendimento seguro, gratuito e sigiloso para pessoas que vivem com HIV e AIDS. No vídeo, ela reforçou que o tema não deve ser tratado como uma questão restrita a determinados grupos.
“O HIV hoje não afeta só pessoas LGBT ou profissionais do sexo, é uma responsabilidade de toda a sociedade”, afirmou.

Martina ainda fez um alerta contra o moralismo e destacou a importância da prevenção. Segundo ela, uma pessoa com múltiplos parceiros que utiliza métodos preventivos pode estar mais protegida do que alguém com um único parceiro que não utiliza nenhuma forma de prevenção.
Ela lembrou que o SUS oferece métodos como autoteste de HIV, preservativos, gel lubrificante, PrEP e PEP. A mensagem foi direta: informação salva, preconceito não.
Tem gente que usa preconceito para humilhar. Martina pegou a sentença, dobrou o valor e devolveu em forma de cuidado. No idioma oficial desta coluna: isso não é só resposta. É tapa de luva, com recibo, Pix e serviço social.