Amadinhos, eu vou te contar que a noite de eliminação no BBB 26 não foi só despedida não, foi praticamente um puxão de orelha coletivo.
Tadeu Schmidt aproveitou a saída de Marcelo Alves pra mandar aquele recado que todo mundo entende, mas finge que não é com a gente.
O médico deixou o programa com 68,56% dos votos, enquanto Samira ficou com 16,25% e Solange Couto com 15,19%.
Só que o assunto mesmo foi o discurso, todo embalado no clima de Carnaval, cheio de metáfora e indireta do jeito que o Pedro Bial gosta.

Tadeu falou sobre a importância de aparecer no jogo, de não relaxar e de escolher uma forma de se destacar. Disse que o público costuma se encantar com quem assume papel de protagonista e avisou que é difícil sambar em cima do muro. E olha, o recado parecia bem direcionado para quem ainda tá tentando passar despercebido na casa!
Dá só uma olha no sermão completinho:
“Eu diria que, neste desfile aqui, todo mundo precisa lutar para ser destaque — desde a concentração até a dispersão. Não pode esmorecer, não pode relaxar, senão tudo fica mais difícil, a fantasia fica mais pesada.
Pode ser que alguém se destaque, que tenha sucesso lá no meio de uma ala? Até pode, né? Mas é mais provável que o público se encante pela porta-bandeira, pelo mestre-sala, pelo intérprete do samba, pela rainha da bateria, a baiana mais antiga, o decano da velha guarda, o presidente da escola, o homenageado do enredo e tantas e tantas outras formas de se destacar. Escolha a sua, mas tem que se destacar.
Senão, como explicar para quem estava assistindo pela TV: ‘Eu sou aquele ali no meio da ala? O desfile é inesquecível para cada integrante da escola, mas qual integrante é inesquecível para o público? No fundo, no fundo, você acha que merecia nota dez do jurado em todos os quesitos?
Você estava com disposição para sambar, sim, mas preferiu esperar alguém te chamar para a avenida. Tem que ser o tempo todo com samba no pé, e é difícil sambar em cima do muro. O samba atravessou, o seu enredo não empolgou. Para você que sai hoje, eu deixo os versos daquela canção:
‘Se o Arlequim chorava pela Colombina no meio da multidão, você chorou, chorou, chorou tanto quando se viu no paredão, e prometeu tanta coisa, jurou fazer e acontecer, mas a verdade é que já era tarde — tarde demais para prometer’.
Ainda longe da apoteose, o Carnaval acabou para você, Marcelinho.”
Levar um carão desses do apresentador, no seu discurso de eliminação, é pra morrer de vergonha!