Eu acordei com aquela sensação deliciosa de paredão bem servido, café forte e fofoca quente. Abri as enquetes e lá estava o roteiro pronto do capítulo de hoje do BBB 26. Marcelo Alves, o médico que entrou com pose de protagonista sério, amanheceu liderando a rejeição como quem assume o papel de vilão elegante da semana.
Na parcial do Notícias da TV, Marcelo aparece com 53,96% dos votos. É voto que não acaba mais, mais do que Samira Sagr e Solange Couto juntas, detalhe que dói mais do que discurso de eliminação ao vivo. Samira surge com 26,13%, naquele lugar ingrato de quem incomoda mas ainda não vira alvo principal. Solange observa o caos com 19,91%, postura de atriz experiente que sabe esperar a cena certa.
Na enquete do UOL, o roteiro muda um pouco, mas o protagonista segue o mesmo. Marcelo mantém 49,37% dos votos em um universo ainda maior de gente julgando com dedo nervoso. Solange aparece numericamente à frente de Samira por lá, com 29,86% contra 20,77%, prova viva de que o público adora uma narrativa paralela para discutir no grupo da família.
O paredão nasceu torto desde o começo. Teve Bloco do Paredão, consenso que não veio, trio emparedado por falta de acordo e aquela clássica sensação de que ninguém saiu ileso da dinâmica. A prova bate e volta salvou quem precisava salvar e empurrou Marcelo, Samira e Solange para o centro do palco, com luz direta e plateia impiedosa.
Eu observo tudo como quem assiste a uma novela em tempo real. Marcelo virou o rosto do incômodo coletivo. Samira carrega a etiqueta de personagem divisiva. Solange segura a narrativa com a calma de quem já viveu muita coisa dentro e fora da TV. O resultado oficial só sai à noite, mas o climão já está instalado desde cedo. E no BBB, meu amor, quem acorda rejeitado dificilmente dorme tranquilo.