O BBB 26 decidiu pegar uma brincadeira de infância e transformar em carnificina emocional televisionada. Ana Paula Renault, Jonas Sulzbach e Leandro Boneco foram parar no paredão depois de uma dinâmica inédita exibida no sábado, 14, e eu fiquei olhando para a tela com aquela expressão de quem percebe que até o joquempô agora vem com contrato de sofrimento. A casa foi dividida em três grupos, cada um representando Pedra, Papel ou Tesoura, e os próprios brothers passaram a emparedar integrantes de equipes rivais. Sim, meu amor, a Globo basicamente pegou recreio de escola e temperou com ranço, estratégia e vontade de ver amizade derreter na sala.
A divisão dos grupos já nasceu com energia de confusão premium. No time da Tesoura ficaram Breno Corá, Solange, Boneco e Chaiany. No grupo do Papel entraram Ana Paula, Juliano, Milena e Samira. Já a Pedra reuniu Jonas, Jordana, Marciele e Gabriela. Alberto Cowboy, líder da semana, ficou fora da brincadeira, só observando o caos alheio sem sujar a roupa, o que convenhamos é uma delícia para qualquer líder que goste de ver circo pegando fogo com cadeira VIP garantida. Tadeu Schmidt explicou que cada grupo poderia mandar um participante de outro grupo para o paredão, seguindo a lógica da brincadeira infantil. E o mais gostoso para quem ama reality com pitada de veneno: não precisava consenso. A maioria resolvia. Se empatasse, o capitão dava a palavra final. Traduzindo, bastava meia conversa torta e pronto, lá vinha alguém direto para a berlinda com cara de injustiçado.
Foi aí que o programa entregou o pacote completo do climão. O grupo Pedra, onde estava Jonas, ganhou o direito de puxar alguém da Tesoura para o paredão e decidiu mandar Boneco. Segundo a dinâmica mostrada, Jonas, Jordana e Marciele optaram pelo nome dele depois de uma conversa dividida, aquele tipo de reunião que começa estratégica e termina com gente fingindo naturalidade. Depois, o grupo Papel pôde indicar alguém da Pedra e foi em Jonas, em consenso, sem muito bordado. Para fechar o combo da discórdia, a Tesoura teve a chance de emparedar um nome do Papel e Ana Paula acabou escolhida pela maioria. Eu vi isso e pensei, claro, porque o BBB ama montar paredão com cara de recado. Ninguém caiu sozinho. Todo mundo caiu pelas mãos do outro. E isso muda tudo dentro da casa, porque o voto deixa de ser só voto e vira lembrança amarga, ressentimento parcelado e argumento para discussão de corredor.
Só que essa novela ainda está longe do último capítulo, porque o trio emparedado não vai enfrentar a opinião do público de forma seca e direta ainda. Um dos três poderá escapar com a Máquina do Poder, que será acionada no domingo, 15, depois da indicação do líder e da votação da casa. Além disso, ainda tem a Prova Bate e Volta, que pode salvar mais um nome da zona de risco, com exceção de quem for indicado por Alberto Cowboy. Ou seja, o paredão existe, mas vem com cláusula de revisão. Para deixar o domingo ainda mais com cara de programação surtada, o BBB será exibido em duas partes, às 13h50 e às 19h20, por causa do Oscar 2026 e também para empurrar a estreia de Em Família com Eliana. Meu bem, até a grade da Globo entrou na vibe do plot twist.
Eu só sei de uma coisa: essa dinâmica conseguiu fazer o que muito paredão tradicional não faz, que é plantar mal-estar com método, sorriso amarelo e memória de elefante. Ana Paula, Jonas e Boneco agora carregam a faixa de emparedados da vez, mas o estrago real está na casa inteira, porque depois de uma berlinda dessas ninguém mais olha para o coleguinha do mesmo jeito. Guardem esse momento, meus fofoqueiros de elite, porque quando o BBB inventa moda assim, o paredão vira só a entrada e o prato principal vem em forma de treta.