Brasil, eu estava tranquila, achando que o assunto já tinha virado reprise de madrugada, quando Felipe Neto resolveu entrar no palco com opinião afiada e texto direto, daqueles que a internet lê em voz alta. O vídeo do empurrão voltou a circular e ele foi lá, sem rodeio, dar o parecer que virou combustível novo para a discussão.
Felipe foi claro. Achou a expulsão justíssima. Ao mesmo tempo, considerou o puxão nada demais. Pronto. Bastou isso para a internet dividir o café da manhã entre quem aplaude a regra e quem acha que o jogo anda sensível demais. Eu, como boa colunista surtada, já vi ali o personagem clássico da temporada, o comentarista que não passa pano, mas também não dramatiza além da conta.
No post, ele ainda deixou claro que mudaria a regra se pudesse, mas como ela existe, o participante precisa saber jogar dentro dela. Tradução livre da Kátia aqui. O BBB não é ringue, não é prova de resistência física e não é recreio de colégio. Quem acelera demais acaba virando exemplo. E exemplo, meu bem, no reality sempre dói mais.
O alvo do debate foi Paulo Augusto Carvalhaes, que saiu do Big Brother Brasil 26 depois do empurrão durante a corrida pelo Big Fone. Felipe resumiu tudo numa frase que grudou. O moço foi garoto no lance. Eu quase ouvi trilha de novela subindo quando li isso.
O comentário não veio com gritaria, não veio com pedido de cancelamento, não veio com discurso moralista de internet justiceira. Veio seco, racional e, justamente por isso, mais provocador. Porque quando alguém diz que a punição é correta, mas o ato não foi tão grave assim, o debate muda de temperatura e sai do óbvio.
O post rodou rápido, acumulou visualizações e entrou naquele território que o BBB adora. A zona cinzenta. A área onde ninguém concorda totalmente, todo mundo opina e o assunto ganha sobrevida. O empurrão já aconteceu, a expulsão já foi aplicada, mas a discussão segue viva, agora com selo Felipe Neto de análise pública.