Eu estava tranquila no meu sofá , recém chegada da academia, quando a sirene do Tá Com Nada tocou e o Brasil caiu da cadeira, amor. A casa do BBB 26 virou cenário de filme pós apocalíptico, arroz contado, feijão vigiado e uma goiabada com status de joia da Tiffany. Tudo porque Ana Paula Renault, que eu já apelidei de Deputada do Vacilo, e Milena Lages, a Ministra da Xepa Gourmet, decidiram brincar de transgressão como quem pede drink fora do open bar.
Ana Paula acordou com aquele olhar de quem já tinha decidido causar. Falou sem microfone, ignorou Raio X, perdeu estaleca como quem perde brinco em festa ruim e ainda bancou a filosófica de boteco dizendo que o Tá Com Nada ia acontecer de qualquer jeito. Gente, isso não é desculpa, isso é slogan de campanha interna. Eu senti cheiro de candidatura ao paredão misturado com incenso de autoconfiança exagerada.
Milena, minha gente, foi lá e atacou um abacaxi do Vip com a coragem de quem sabe que vai dar ruim, mas come mesmo assim. A casa já estava tensa, o Vacilômetro mais inchado que ego de ex campeão e pronto, sirene acionada, castigo coletivo e o Brasil inteiro gritando pelo amor de Nossa Senhora do Barraco Resolvido.
Os brothers ficaram com aquela cara de elenco de novela das nove no capítulo do desastre. Teve gente correndo para comer, teve gente reclamando, teve gente fazendo conta mental de estaleca como se fosse imposto de renda emocional. O Tá Com Nada entrou com força total e virou o verdadeiro protagonista da semana, roubando cena, roubando comida e roubando a paz de todo mundo.
Eu, Kátia Flávia, afirmo com a convicção de quem já viu muito reality virar circo. Ana Paula joga para aparecer, fala como quem constrói narrativa e já se posiciona como personagem central do drama. Milena vai no impulso, no instinto, no ataque ao abacaxi proibido. O resultado é esse espetáculo de fome, intriga e discurso inflamado que a gente ama fingir que critica, mas não desgruda os olhos.