Amores, isso sim é prova de resistência raiz, daquelas que nem crossfit prepara. Um quarto branco, luz estourando a retina, fome, frio, mau cheiro e ainda gente porca achando normal espalhar fezes na parede. Não é psicológico, é sanitário. Eu juro que tentei imaginar e meu estômago pediu arrego na hora. Se isso não é limite humano, eu não sei mais o que é. Eu já teria apertado o botão só pelo cheiro, com luva, álcool em gel e trauma incluso.
O quarto branco do Big Brother Brasil 26 cruzou a linha do desconforto e entrou no território do absurdo. Após resistir por mais de 60 horas, Elisa Klein apertou o botão, deixou a disputa e decidiu contar o que realmente aconteceu longe do VT editado.
Em participação no Mesacast, Elisa descreveu um cenário de desgaste físico e mental acumulado. Luz branca constante, música repetitiva, frio intenso, fome, ausência de banho e um banheiro que, segundo ela, se tornou impraticável. O ponto mais grave veio com uma revelação que ninguém esperava ouvir associada ao reality.

Elisa afirmou, sem rodeio, que Matheus Moreira foi quem sujou a parede do banheiro com fezes durante os dias de confinamento. Ela fez questão de se isentar imediatamente. Disse que sentiu um cheiro forte, olhou para o lado e viu a sujeira na parede. Segundo o relato, Matheus assumiu o ocorrido depois.
O episódio não parou aí. Elisa contou que a situação acabou afetando outros confinados. Ricardo Chahini teria encostado na parede e sujado o macacão, criando um constrangimento coletivo dentro de um ambiente já saturado de tensão, exaustão e falta de condições mínimas.
O relato seguiu pesado. Três dias sem banho, cheiro humano acumulado, banheiro com odor insuportável e um cansaço que começou a se manifestar no corpo. Elisa revelou crises de enxaqueca, formigamento nas mãos e no rosto, além de gatilhos sensoriais causados pela luz intensa e pelo som constante.
A decisão de apertar o botão veio por saúde. Elisa explicou que precisou interromper a dinâmica para não agravar o quadro físico. Ao sair, recebeu atendimento médico e afirmou estar bem, mas deixou claro que saiu transformada pela experiência. Coisas básicas como comida quente, banho e descanso ganharam outro valor depois do confinamento.

O quarto branco, que já vinha sendo criticado pelo nível de exigência, ganhou uma nova camada de questionamento. O que era resistência virou um teste extremo de limite humano e higiene. A fala de Elisa caiu como bomba fora da casa e escancarou bastidores que dificilmente apareceriam no programa.