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Kátia Flávia
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BBB 26: Big Fone toca, as 7h da manhã, Babu Santana atende

Eu piscava e o Big Fone tocava de novo, Babu virava oráculo do paredão e a casa entrava num surto

Kátia Flávia

30/01/2026 8h30

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Babu atendeu ao Big Fone. Foto: reprodução/Globo

Brasil, senta que lá vem capítulo especial, porque eu mesma quase derrubei o gloss quando vi essa sequência de Big Fone no BBB 26. Eu juro, parecia aquelas novelas em que o telefone toca, a câmera dá zoom e alguém sempre chora. Só que aqui, em vez de trilha dramática, tem sirene imaginária na minha cabeça e eu gritando “ATENDE, MEU FILHO”.

O primeiro momento foi puro cinema de quinta. Babu Santana atende o Big Fone logo cedo, naquele horário em que ninguém acordou emocionalmente, nem espiritualmente, nem estrategicamente. Resultado. Babu com poder na mão, pulseira prateada no braço e a obrigação deliciosa de indicar alguém ao paredão, só que em consenso. Consenso no BBB, meus amores, é igual reunião de família em Natal. Nunca acaba bem.

Eu, como boa fofoqueira profissional, já vi ali o início da tragédia. Porque consenso exige diálogo, jogo limpo, cara lavada e uma dose de hipocrisia bem servida. Todo mundo se olhando com aquela expressão de “te amo, mas te jogo fácil”.

E não para por aí, claro que não. Tadeu Schmidt já tinha avisado que a casa ia viver oficialmente a semana do Big Fone. Traduzindo para o meu idioma. O telefone virou personagem fixo, desses que aparecem mais que protagonista de novela das nove. Tocou de manhã, tocou ao vivo, vai tocar de novo e ainda tem sábado com participação do público. Alô, psicólogo da casa, pode pedir hora extra.

Teve Big Fone prateado perto da academia, pegando o povo desprevenido, cabelo amassado e alma fora do corpo. Depois vem o dourado, estrategicamente plantado entre sala e cozinha, aquele ponto clássico onde todo mundo finge naturalidade enquanto escuta conversa alheia. Coincidência, claro.

O detalhe que me fez gargalhar sozinha, e eu gargalho alto mesmo, foi a regra. Quem atendeu precisa chegar a um acordo para indicar alguém ao paredão. Não é escolha individual, é terapia em grupo forçada. Eu já imagino a cena. Sorrisos falsos, discursos sobre jogo limpo, promessas que duram menos que story patrocinado.

No sábado, o negócio sobe mais um degrau na escada do caos. Big Fone ao vivo de novo, público votando para decidir qual telefone entra em ação e a casa inteira andando de um lado para o outro como figurante de filme

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