Léo Áquilla denunciou nas redes sociais ter sido alvo de assédio em um supermercado de São Paulo. A apresentadora publicou o vídeo do confronto e afirmou que um homem disse que se masturbaria pensando nela quando chegasse em casa. Após ser questionado, ele alegou que falou aquilo porque a achou bonita.
Eu saí do banho, enrolei o cabelo na toalha e fui procurar uma roupa limpa, mas parei com a blusa na mão quando o vídeo apareceu. É um daqueles registros que tiram qualquer vontade de brincar com a manhã. Léo estava comprando frutas quando precisou responder a uma violência que muitas mulheres conhecem bem demais.

“Você acha que eu mereço ouvir isso?”, questionou ela, depois de o homem tentar justificar o comentário. Léo lembrou que nenhuma mulher é obrigada a receber uma fala sexual de um desconhecido enquanto simplesmente faz compras.
No vídeo, ela explica por que decidiu registrar a situação: “Eu tenho gravado para te mostrar, para provar que você está me assediando sexualmente. Dizendo que vai se masturbar pensando em mim e tudo. Eu não sou obrigada a passar por isso, não.”
A apresentadora também confrontou a normalização do comportamento. “É muito deselegante você virar para uma mulher e falar que vai bater uma hoje pensando em você. O tesão subiu e eu sou obrigada a ser assediada no mercado enquanto eu compro uma fruta? Nem isso a gente tem sossego?”, disse.
Deixei a blusa sobre a cama e sentei por um instante. Porque é isso que revolta: não existe cenário que fique protegido desse tipo de abordagem. Nem a rua, nem o trabalho, nem uma fila, nem o corredor de um supermercado. A pessoa não precisa estar em festa, em encontro ou em lugar nenhum que alguém invente como desculpa. Ela só precisa estar vivendo.

Léo procurou a equipe de segurança do supermercado e pediu apoio. “Esse homem não pode fazer esse tipo de coisa comigo. Se ele faz isso comigo, ele se sente legitimado para fazer isso com qualquer outra mulher. Isso aí é inadmissível”, afirmou ao funcionário do local.
O vídeo virou denúncia e alerta. Léo não aceitou carregar sozinha o constrangimento que, segundo ela, foi provocado por outra pessoa. E fez o que tanta gente gostaria de conseguir fazer sem medo: respondeu, registrou e pediu ajuda.