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Kátia Flávia
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‘Barbie humana’ é exumada e Justiça apura se influenciadora foi asfixiada

O corpo da influenciadora digital Bárbara Jankavski Marquez foi exumado por ordem da Justiça de São Paulo para apurar suspeita de asfixia mecânica. O Ministério Público contestou o laudo inicial, que apontava infarto ligado ao uso de cocaína, e o caso agora tramita na Vara do Júri.

Kátia Flávia

07/02/2026 11h00

O corpo da influenciadora digital Bárbara Jankavski Marquez foi exumado por ordem da Justiça de São Paulo para apurar suspeita de asfixia mecânica. O Ministério Público contestou o laudo inicial, que apontava infarto ligado ao uso de cocaína, e o caso agora tramita na Vara do Júri.

Eu fiquei realmente chocada. Não daquele choque performático de internet, mas daquele que faz a gente reler o parágrafo com o dedo tremendo. O corpo de Bárbara Jankavski, chamada nas redes de Barbie humana, foi retirado da terra porque a versão da morte não fechou. E quando a Justiça manda exumar um corpo, é porque tem coisa muito errada nessa história.

Bárbara morreu em 2 de novembro de 2025, aos 31 anos, encontrada sem vida na casa do defensor público Renato De Vitto, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo. O cenário descrito pela polícia chamou atenção desde o início. Ela estava seminua, com manchas pelo corpo, e marcas que agora levantam suspeita de esganadura. Na época, o laudo preliminar apontou infarto associado ao consumo de cocaína. O Ministério Público não engoliu.

A Promotoria pediu nova perícia, alegando lesões e marcas no pescoço compatíveis com asfixia mecânica. O corpo foi exumado no Cemitério da Vila Formosa e encaminhado ao IML para novos exames necroscópicos, radiografias do pescoço e coleta de material genético sob as unhas. O objetivo é saber se houve reação, defesa ou violência física.

O caso saiu da Vara Criminal e foi parar na Vara do Júri, onde tramitam crimes dolosos contra a vida. Isso muda tudo. Não é detalhe processual, é sinal de que a Justiça vê indícios concretos de que essa morte pode não ter sido acidental.

No depoimento, o defensor público afirmou que contratou Bárbara como garota de programa, que os dois consumiram cocaína e que ela dormiu após o uso da droga. Disse ter tentado reanimá-la com massagem cardíaca por nove minutos antes da chegada do Samu. A polícia, naquele primeiro momento, não apontou crime. Agora, essa versão está sob escrutínio pesado.

Os advogados da família de Bárbara sustentam que ela tinha sinais de violência no olho, no pescoço e nas pernas. Querem que as outras pessoas que estavam na casa naquela noite sejam investigadas. Querem respostas. Querem saber por que uma mulher jovem, saudável e ativa nas redes terminou naquela situação.

Até agora, não há confirmação de homicídio, nem suspeitos formalmente indiciados. O inquérito segue em andamento no DHPP, com prazo inicial até março de 2026, podendo ser prorrogado. Peritos já alertaram que o estado de decomposição pode dificultar conclusões definitivas. Mesmo assim, a Justiça decidiu ir até o fim.

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