Eu estava aqui no Cosme Velho, com a raiz sendo retocada, o café esfriando e um grupo de WhatsApp de socialite gritando mais que final de reality, quando caiu o vídeo de Bárbara Evans. A filha de Monique Evans resolveu abrir o jogo sobre uma dependência de clonazepam, remédio que ela passou a usar para dormir. A moça falou sem glamour, sem filtro de blogueira vitoriosa e sem aquela pose de “vida perfeita” que tanta gente vende com ring light e olheira escondida.
Bárbara contou que usa o medicamento há cerca de cinco ou seis anos e que não conseguia dormir sem ele. Segundo ela, a retirada está sendo feita aos poucos, com psicóloga, psiquiatra e previsão de durar três meses. A influenciadora explicou que chegou a interromper o uso durante as gestações, mas voltou depois da amamentação, pressionada pela dificuldade para dormir e pelas preocupações com os três filhos.
O ponto mais delicado veio quando ela admitiu uma recaída no processo de desmame. Bárbara disse que antes tomava um comprimido inteiro para dormir, passou para um quarto, mas em uma noite recente não conseguiu “pregar o olho” e tomou meio comprimido por volta das 2h da manhã. Tremendo, expôs a fragilidade com a intenção de alertar seguidores sobre o risco de usar medicamento sem acompanhamento médico.
E aqui a coluna baixa um pouquinho o megafone, porque fofoca boa também sabe a hora de não fazer chacota com saúde. Bárbara, campeã de A Fazenda 6, conhece como poucos o tribunal das redes, esse lugar onde todo mundo vira médico, juiz e tia do zap em menos de quatro comentários. Ainda assim, ao falar do desmame, ela transformou um drama íntimo em serviço público, daqueles que fazem muita gente olhar para a própria gaveta de remédios com menos imprudência.
Nas redes, o assunto ganhou força porque mistura celebridade, maternidade, saúde mental e confissão ao vivo, um pacote que a internet devora antes do café. Teve quem se preocupasse, quem elogiasse a coragem e, claro, quem tratasse dependência medicamentosa como se fosse enredo de novela das nove. Minha opinião de fofoqueira graduada em calamidade alheia é simples: Bárbara fez bem em falar, mas fez melhor ainda em lembrar que remédio não é chiclete de cabeceira, meu bem, é coisa séria com bula, médico e consequência.