Amados, já estou discando pra Alessandra Negrini pedir aquele maiô cavado, histórico, indecente no melhor sentido. Quero estandarte erguido, pose de escândalo e zero modéstia.Vou louríssima, óbvio. O cabelo já está reservado com Wanderlei Nunes, porque eu quero chegar possuída, elétrica, com cara de quem saiu de um delírio coletivo direto pro Baixo Augusta.
O Carnaval de São Paulo começou antes do calendário avisar. O Acadêmicos do Baixo Augusta abriu a porteira do pré-Carnaval 2026 e liberou ingressos gratuitos para o segundo ensaio do ano, marcado para este domingo, dia 18, no Pavilhão Audio.
Os ingressos ficam disponíveis a partir das 18h pela Ticket360 e o aviso é direto. Acabou, acabou. O ensaio começa às 15h e já chega com cara de evento grande, do tipo que ninguém conta depois sem mostrar vídeo.
No comando da festa está Simoniha, puxando a Banda do Baixo Augusta como manda o figurino, cercado de participações que fazem diferença. Bruna Pazinatto entra no jogo, os DJs Tatá Aeroplano e Daniel Martins garantem o clima e ainda rolam aparições surpresa de artistas e celebridades, porque o Baixo Augusta nunca foi bloco de roteiro previsível.
Com 17 anos de história, o bloco segue usando o Carnaval como manifesto cultural. O tema deste ano, São Paulo Não Dorme, olha direto para a cidade que respira noite, diversidade, rua e mistura. A homenagem vem no tom certo, sem romantizar demais e sem perder o pulso urbano que sempre foi marca do bloco.
O ensaio no Pavilhão Audio funciona como termômetro. Quem passa por lá sente o que vem pela frente no desfile oficial, marcado para 8 de fevereiro, com concentração na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. O horário já está cravado, concentração às 13h, saída pontual às 14h, daquele jeito que só bloco grande consegue organizar.
E o recado está dado. Além do dia 18, a agenda segue nos dias 25 de janeiro e 1º de fevereiro, também no Pavilhão Audio, com ingressos anunciados sempre pelas redes do bloco. Quem acompanha sabe que ensaio do Baixo Augusta não é aquecimento morno, é pista quente, coro afinado e gente que sabe exatamente por que está ali.
Se a ideia é começar o Carnaval antes de todo mundo, com música alta, gente bonita e aquele caos organizado que só São Paulo sabe fazer, o caminho está bem claro.