Eu estava tranquila, assistindo o BBB, quando de repente a novela virou. Babu Santana resolveu que não ia mais ser figurante dessa história e puxou pra si o papel principal do BBB 26. E puxou com força, com suor, com lágrima escorrendo e com aquele olhar de quem já apanhou da vida, mas não desaprendeu a reagir.
A prova começou cedo, cansativa, cheia de equilíbrio, tempo cronometrado e aquela tensão que deixa a gente mordendo a unha invisível. Todo mundo participou, todo mundo achou que dava, mas só quatro avançaram. Marcelo passou voando. Juliano veio logo atrás. Babu entrou firme. Sarah ficou pelo caminho depois, coitada, virou personagem de capítulo triste.

Na semifinal, Juliano despachou Marcelo sem pedir licença. Babu fez o mesmo com Sarah e ali eu já senti o cheiro do roteiro clássico. Final com cara de redenção, trilha imaginária subindo, câmera fechando no rosto suado. Dito e feito. Babu foi mais rápido, mais focado e mais obstinado. Levantou os braços, chorou sem vergonha e tomou o colar como quem diz “chega de coadjuvante”.
Eu, que sou fofoqueira mas também sou justa, digo sem pestanejar. Esse colar tem peso simbólico. Depois de tantas traves no passado, o homem agora está imune, manda na berlinda, escolhe VIP, empurra gente pra Xepa e muda o clima da casa de um jeito que dá até gosto de ver.
O VIP da semana virou uma salada de alianças e apostas. Solange Couto entrou no pacote. Juliano, mesmo derrotado, ganhou lugar à mesa. Edilson, Alberto Cowboy, Milena, Marcelo e Breno também embarcaram nessa nova fase. O resto ficou olhando de longe, fazendo conta e ensaiando discurso de ressentido.

E anota aí, porque eu anoto. Esse momento não foi pequeno. Foi daqueles que reescrevem narrativa, mexem com o psicológico da casa e dão munição pra voto, ciúme e recalque. O BBB adora uma virada dessas e eu mais ainda.
Hoje, quem manda é Babu. Amanhã, a casa que lute.