Meus fofoqueiros de elite, eu mal sentei com o café e já tive que endireitar a coluna porque Babu Santana saiu do BBB 26 pela porta da eliminação, mas entrou no Bate-Papo BBB com a energia de quem ainda estava no meio do paredão, com planilha emocional aberta e pendência afetiva para resolver ao vivo. O homem foi eliminado com 68,62% da média dos votos e, em vez de posar de injustiçado zen, resolveu revisitar o enrosco com Ana Paula Renault sem muito filtro e com bastante convicção.
No programa da madrugada desta quarta, 11, Babu rebateu a leitura de que teria traído a colega ao conversar com adversários e sugerir uma estratégia para enfraquecê-la no jogo. Segundo ele, aquela movimentação vinha de uma percepção antiga sobre o comportamento da jornalista na casa. Eu, que adoro um pós-eliminação com cheiro de roupa mal lavada no tanque da treta, fiquei olhando para a tela como quem acompanha final de novela das nove com grupo de WhatsApp pegando fogo.
Babu disse que já vinha observando sinais de desgaste havia algum tempo. Citou, por exemplo, que a leitura interna era simples, quase matemática de reality, quando determinados nomes iam ao paredão, saíam. Na cabeça dele, sugerir a articulação não foi traição, mas consequência de uma avaliação prática do jogo. É aquele momento em que o participante sai da casa achando que fez xadrez, enquanto parte do público já estava jogando truco com a cara dele.
O ator também afirmou que passou a considerar exageradas algumas atitudes de Ana Paula ao longo da convivência. Disse que a jornalista tomava o espaço das pessoas, lembrou embates dela com outros participantes e afirmou que ela criava conflitos e “novelinhas” com o grupo. Olha, meu amor, quando um brother usa a palavra “novelinha” para falar da colega, eu já sei que a paz daquela sala foi enterrada sem vela e sem coro de anjo.
Num outro trecho, Babu reagiu a uma conversa exibida entre Ana Paula, Jordana Morais e Marciele Albuquerque e reforçou que sua leitura do jogo estava correta. Ele disse que, se pareceu estratégia, traição ou algo estranho, o que se viu depois ajudaria a sustentar a visão dele. Traduzindo do dialeto do confinado ressentido para o português do sofá, Babu quis dizer o seguinte: eu vi antes, falei antes e agora estou vendo gente fingir surpresa com o caos.
Questionado por Gil do Vigor sobre os embates com Ana Paula e se teria passado do ponto, Babu devolveu na lata que a crítica também poderia ser direcionada a ela. Foi um momento delicioso de televisão, confesso. Porque ali já não era mais só justificativa de eliminado. Era acerto de contas com brilho de camarim, aquela sinceridade meio atravessada que nasce quando o contrato com o silêncio já venceu.
Ele ainda citou mudanças de comportamento da adversária dentro do confinamento, mencionando falas do início do programa e atitudes posteriores na rotina da casa. Também negou que tenha criado um personagem para o reality e disse que aquele jeito mais turrão e implicante fazia parte de quem ele é. Eu tive que rir, porque nada mais BBB do que alguém negar personagem justamente no momento mais performático possível, sentado diante de câmeras, apresentadores e VT pronto para virar corte na internet.
Mesmo assim, Babu fez uma concessão. Admitiu que poderia ter comunicado melhor seus incômodos durante o confinamento. E aí, meus bens, mora aquele detalhe saboroso que separa a razão da confusão. Porque ele sustenta a crítica, dobra a aposta contra Ana Paula, mas também deixa escapar que talvez tenha faltado habilidade para transformar desconforto em conversa, e conversa em aliança que não implodisse na primeira curva.
No fim da entrevista, o saldo foi claríssimo. Babu saiu do BBB 26 ainda em guerra fria com Ana Paula Renault, defendendo a própria leitura do jogo e jogando mais lenha numa rivalidade que a casa já tinha cozinhado em fogo alto. Eu pausei tudo para anotar, porque se tem ex-BBB revendo mágoa com vocabulário de novela e pose de réu convicto, tem Kátia Flávia na primeira fila, de taça na mão e sobrancelha em pé.