Eu estava quietíssima quando li: Carminha voltou. Gente, para tudo. Eu fiquei tão desorientada que peguei o telefone e fui procurar o número do João Emanuel Carneiro. Porque uma coisa é reviver novela. Outra é devolver Carminha ao Brasil dizendo que ela virou símbolo de redenção. João, atende essa mulher!
Em “Avenida Brasil 2”, prevista para estrear em janeiro de 2027 na TV Globo, Carminha (Adriana Esteves) reaparece 14 anos depois dos acontecimentos da primeira história. Após cumprir pena na prisão e ficar afastada da família de Tufão (Murilo Benício), Carmen Lúcia Araújo ressurge com uma imagem completamente diferente.

Agora ela é admirada pelo trabalho social com famílias em situação de vulnerabilidade após a desativação do lixão. Ganhou reconhecimento da comunidade, virou exemplo de superação e tenta conquistar o perdão de quem destruiu pelo caminho. Inclusive Agatha (Karol Lannes), sua filha, cuja fragilidade facilita uma reaproximação de Carminha com o clã de Tufão.
Eu li “Carminha”, “trabalho social”, “redenção” e quase derrubei o telefone. Porque João Emanuel não está entregando de bandeja se essa mulher mudou mesmo. Essa é justamente a bomba da novela: a nova Carminha é verdadeira ou o Divino inteiro está prestes a cair em outro golpe?
E Nina (Débora Falabella), minha filha? Está de volta. E se tem uma pessoa neste país com currículo suficiente para olhar Carminha atravessado, é ela. João Emanuel já adianta que a volta da personagem vai mexer principalmente com Nina, Tufão e toda a família.
Tem mais confusão chegando ao Divino. Renan Vitória (Thomás Aquino), uma liderança em ascensão no bairro, entra numa relação complexa com Carminha, marcada por disputa de influência e pela dúvida sobre quem está manipulando quem. Thalita Carauta chega como Salomé, enquanto Jéssica Ellen interpreta Jade, jovem que sonha estudar engenharia genética nos Estados Unidos enquanto tenta escapar de um relacionamento tóxico.
E segura esse elenco: além de Adriana Esteves, Débora Falabella e Murilo Benício, estão confirmados Cauã Reymond, Eliane Giardini, Marcos Caruso, Karine Teles, Juliano Cazarré, Leticia Isnard, Roberto Bomfim, Ravel Andrade, Cris Vianna, Ernani Moraes, Drico Alves, Thiago Rodrigues e Fábio Scalon, entre outros.
A continuação também reúne novamente João Emanuel Carneiro e Ricardo Waddington, 14 anos depois. A promessa é preservar justamente aquilo que transformou “Avenida Brasil” em fenômeno: trama veloz, acontecimentos em sequência, suspense, humor, conflitos familiares e personagens que fazem a gente amar numa segunda-feira e querer jogar o controle remoto na televisão na terça.

Agora, João Emanuel Carneiro que me desculpe, mas eu vou continuar ligando. Porque ele não pode simplesmente devolver Carminha ao horário nobre, colocar a mulher praticamente canonizada pelo Divino e esperar que eu durma normalmente até janeiro de 2027.
Carminha boazinha? Eu só acredito depois do último capítulo.