Estava aqui em Roma terminando o café do almoço quando Pedro Giomi me ligou para contar pessoalmente sobre os dois movimentos que a Aurora está fazendo, e eu ouvi com atenção porque quando uma produtora estreia no mercado já com Sebastian Hall e Ricardo Carelli na estrutura, isso não é lançamento, é declaração de intenção.
Sebastian Hall, o Sebas, passou 15 anos à frente da Landia no Brasil e chega à Aurora como Diretor Executivo Associado com a missão de solidificar a operação e desenvolver negócios. Ricardo Carelli vem com trajetória consolidada em produtoras como Saigon, Paranoid e Vetor Zero, além de ter fundado o estúdio de pós-produção Lothus, e assume como Diretor de Cena. Os dois se juntam a Pedro Giomi numa estrutura que já nasce com estúdios LED, equipamentos de virtual production e operação de transporte dedicada, o que no mercado publicitário brasileiro é combinação rara e cara.
No LinkedIn, os dois anúncios simultâneos geraram aquela movimentação característica do mercado criativo: profissionais de agências marcando colegas nos comentários, diretores de arte celebrando, e pelo menos um comentário por post do tipo “finalmente” que diz mais do que qualquer press release conseguiria.
O que eu enxergo aqui é uma produtora que entendeu que entrar num mercado dominado por estruturas consolidadas exige curriculum antes de portfólio. Sebas traz relacionamento de quinze anos com o mercado nacional, Carelli traz repertório técnico e criativo que as agências já conhecem e respeitam, e a Aurora nasce com exatamente o que uma produtora nova mais precisa: credibilidade emprestada de quem já construiu a própria.
Produtora que estreia com virtual production, LED e dois diretores desse calibre na mesma semana claramente não veio para testar o mercado. Veio para ficar.