Amores tô ligando pra minhas amigas para um lanche amanhã , porque “Som Brasil apresenta: Anitta” não é um especial qualquer de sábado à noite. Vai ao ar amanhã, dia 9, logo depois do Altas Horas, e a proposta é uma Anitta que para, respira e olha para dentro. Pedro Bial conduz a conversa, sem plateia, num set cercado de natureza e com músicos tocando ao vivo. A menina de Honório Gurgel escolheu o formato mais intimista da televisão brasileira para apresentar o momento mais pessoal de sua carreira.
O fio condutor é o álbum “EQUILIBRIVM”, novo trabalho da cantora que estreou no Top 10 global do Spotify e que mergulha conscientemente na brasilidade. Ao longo do especial, Anitta fala sobre amadurecimento, saúde emocional, espiritualidade, fé e intolerância religiosa, e revela que Carmen Miranda entrou forte no imaginário do disco. “Virei muito fã a partir do momento que comecei a ler o livro”, disse a cantora, que se enxerga com muitas semelhanças com o ícone dos anos 30 e 40. Bial vai saber fazer isso render, pode ter certeza.
As performances musicais estruturam o programa como capítulos de uma jornada, e as parcerias escolhidas dizem tudo sobre o que Anitta quer comunicar agora: Liniker, Marina Sena, Luedji Luna e Rincon Sapiência entram em cena como extensões naturais desse processo. São artistas que carregam identidade, raiz e posicionamento, e essa seleção não foi por acaso. O especial tem direção artística de Gian Carlo Bellotti e produção dos Estúdios Globo, com direção de gênero de Mônica Almeida.
A Anitta que aparece amanhã na TV Globo é a que declarou que quer “apontar mais pro lado pessoal, pro lado interno”, e que acredita que o amor próprio tem que vir antes de qualquer amor. Para quem acompanha a trajetória dessa artista desde os primeiros funks até os palcos internacionais, ver esse movimento de volta às raízes e de escuta genuína é, no mínimo, televisão de primeira qualidade.
Pedro Bial entrevistando Anitta sem palco, sem barulho e com Carmen Miranda no horizonte criativo é o tipo de encontro que a TV brasileira precisava ter. Amanhã, depois do Altas Horas, vale ficar acordada.