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Kátia Flávia
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Aninha Almeida, ex de Bento dos Mamonas, desabafa 30 anos após tragédia enquanto corpos viram árvores em memorial

Três décadas depois do acidente na Serra da Cantareira, Aninha Almeida, que namorava o guitarrista Bento Hinoto, abre o coração nas redes ao falar do vazio que ele deixou, justo na semana em que os corpos dos Mamonas são exumados em Guarulhos para dar origem a um memorial vivo com cinco árvores em homenagem à banda.

Kátia Flávia

03/03/2026 13h30

Aninha prestou uma homenagem nos 30 anos de morte do músico. (Foto: Reprodução/Metropoles)

 
 
Trinta anos depois da noite em que o avião dos Mamonas Assassinas se chocou contra a Serra da Cantareira e parou o Brasil, as feridas continuam abertas para quem viveu a história de perto. Aninha Almeida, que namorava Bento Hinoto no auge do fenômeno, escolheu a data da tragédia para romper o silêncio e publicar um desabafo emocionado nas redes sociais, lembrando o guitarrista e o grupo que fez o país rir enquanto a própria vida deles caminhava para um final abrupto. 

 
Na mensagem, Aninha fala do “vazio que o tempo não vence” e da sensação de que o som da guitarra de Bento continua ecoando sempre que um fã redescobre os sucessos dos Mamonas. Ela recorda os amigos que também se foram naquele voo — Dinho, Júlio, Samuel e Sérgio — e ressalta como a banda, mesmo com uma carreira meteórica, virou parte da memória afetiva de uma geração inteira, que ainda sabe de cor letras e piadas politicamente incorretas do quinteto. 

 
O desabafo veio justamente na semana em que os corpos dos cinco músicos foram exumados no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, cidade natal do grupo, para a criação de um memorial permanente. A pedido das famílias, os restos mortais serão cremados e parte das cinzas servirá de adubo para o plantio de cinco árvores em uma área especial do cemitério, cada uma representando um integrante da banda, numa espécie de “floresta da saudade” que deve se tornar novo ponto de peregrinação dos fãs. 

 
A proposta é manter os túmulos originais para visitação, enquanto o memorial vivo simboliza a ideia de transformar a dor em algo que continua crescendo, como se a irreverência dos Mamonas encontrasse uma forma de permanecer enraizada na cidade onde tudo começou. Nas redes sociais, a homenagem dividiu opiniões, mas a maioria dos comentários foi de apoio à iniciativa e de carinho a Aninha, vista pelos admiradores do grupo como o elo mais sensível entre o mito dos Mamonas e as histórias comuns de amor interrompido pela tragédia. 

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