Gente, estou fofocando horrores no salão da Gávea enquanto faço unha e cabelo porque hoje tenho um evento baphônico com a alta sociedade fluminense. E entre uma conversa e outra, fiquei sabendo que uma cantora de voz inigualável que nos deixou na última segunda-feira (8), recebia menos da metade de um salário mínimo para sobreviver e pagar despesas médicas.
Me contaram que os últimos anos de vida da saudosa e atemporal Angela Ro Ro, que faleceu aos 75 anos, em decorrência de várias complicações de saúde, foram financeiramente difíceis, tendo como sua única fonte renda apenas R$ 800, fruto dos direitos autorais de suas músicas e composições em plataformas de streaming. As informações são da Folha de S. Paulo.
De acordo com Carlos Eduardo Lyrio, advogado que acompanhou o caso de Ro Ro de perto, além da quantia irrisória dos streamings, a cantora dependia de doações para quitar as despesas hospitalares e permanecer em tratamento contra doenças pulmonares e sanguíneas no Hospital Silvestre, no Rio de Janeiro.

O representante de Angela ainda revelou que a artista não tinha o benefício da aposentadoria, não construiu poupança durante os anos de carreira e que os R$ 800 vinham de 271 músicas gravadas e 145 que ajudou a compor para outros cantores.
Angela Ro Ro estava internada desde o mês de junho e faleceu no início da semana após agravamento no quadro clínico.
Ai, gente… que situação desoladora a diva enfrentou nos últimos anos! Sequer consigo imaginar o quanto ela sofreu durante esse período difícil…