Técnico da Seleção troca o banco de reservas pela folia, passa por Salvador, São Paulo e Rio sob convite da Brahma.
Eu avisei que esse Carnaval ia render roteiro e protagonista inesperado. Carlo Ancelotti chegou ao Brasil com cara de quem veio estudar o jogo, mas também provar o tempero da avenida. O técnico da Seleção Brasileira pousou em Salvador para uma imersão carnavalesca em pleno ano de Copa, convite carimbado pela Brahma, porque estratégia também passa pelo calor humano e pelo som do trio.

Vi o Mister chegar com postura de professor europeu curioso, desses que observam tudo e anotam mentalmente. Na capital baiana, ele sentiu o impacto da folia no Circuito Barra-Ondina, abraçou o axé e foi recebido como celebridade que estreia novela das nove. A campanha Tá Liberado Acreditar ganhou cara, sotaque e sorriso contido, daqueles que dizem muito sem prometer escalação.

O giro continuou. De Salvador, Ancelotti seguiu para São Paulo e marcou presença no Carnaval do Anhembi, com direito a conversa em podcast ao lado de pentacampeões, papo de bastidor e risadas que fogem do script. A cidade maravilha entrou no mapa logo depois, porque ninguém resiste ao Rio em fevereiro. No Sambódromo Marquês de Sapucaí, o treinador brindou no Camarote Nº 1 ao lado de Ronaldo Fenômeno, selando a mistura perfeita de futebol, espetáculo e fotografia para a posteridade.
Eu chamo isso de turismo tático. Ancelotti absorveu o Brasil pela pele, pelo som e pela multidão, saiu com repertório cultural e voltou para o tabuleiro com algo que técnico nenhum aprende só em centro de treinamento. Carnaval faz isso. Te joga no colo do povo e te obriga a entender o jogo fora das quatro linhas. E eu, claro, sigo observando da arquibancada, porque esse enredo ainda promete muitos capítulos.