Meus amores, o ensaio técnico da Rosas de Ouro virou sessão de terapia coletiva com glitter, e eu estava lá, de binóculo imaginário na mão, acompanhando tudo como se fosse final de reality.
Ana Paula Diniz, mentora de propósito e agora destaque da escola, apareceu vestida de Deusa Aurora, toda em vermelho, simbolizando renascimento. E não foi só look bonito para foto de Instagram, foi discurso afiado na ponta da língua.

Eu já batizei de Aurora do Autoconhecimento, porque a criatura resolveu questionar o tal “Carnaval ostentação” no meio da passarela mais vaidosa do planeta. Segundo ela, a avenida anda obcecada por fantasia milionária, padrão estético engessado e competição de quem gasta mais.

Ana Paula declarou que o figurino representa uma transformação pessoal e que sua mensagem gira em torno de propósito, autoconhecimento e poder feminino. A Deusa Aurora, para ela, simboliza recomeço. A mentora foi clara ao dizer que sua fantasia nasce do significado e que o brilho verdadeiro acontece com coerência.
E aqui começa o debate, meus queridos.

Ela também cutucou aquela cultura de que destaque é quem investe mais dinheiro ou ocupa mais espaço. Na visão dela, presença e alinhamento interno falam mais alto do que cifra. Segundo Ana, o brilho acontece a partir da essência e não do orçamento.
Eu confesso que adoro um luxo exagerado, um costeiro que ocupa dois CEPs, uma pluma que entra antes da passista. Mas também acho interessante ver alguém subir na avenida com discurso conceitual, falando de identidade e posicionamento.

Estreando no Carnaval de São Paulo, Ana Paula quer usar o desfile como espaço de expressão e debate. Ela defende que fantasia pode carregar mensagem e que o Carnaval está pronto para discutir novas narrativas.
Nas redes sociais, claro, já teve aplauso, teve torcida, teve quem achou ousado. Carnaval é palco, é vitrine, é espetáculo, mas também é território simbólico. E a Aurora resolveu nascer em plena concentração.