Se tem algo que a Globo sabe fazer, meu amor, é honrar quem faz história, estava aqui combinando com uma íntima de visitar o Museu Roberto Marinho aqui no Cosme Velho, quando recebo um link emocionante e foi exatamente isso que Amauri Soares, diretor da TV Globo e dos Estúdios Globo, fez ao publicar um texto em tributo a William Bonner, o eterno rosto do Jornal Nacional, após sua despedida da bancada mais icônica do país, nos emocionar.
No post, publicado em tom de gratidão e memória, Amauri relembrou os bastidores de abril de 1996, quando Bonner deu seu primeiro “Boa Noite” no ar. Na época, a decisão ousada de trocar locutores por jornalistas na apresentação do telejornal, idealizada pelo saudoso Evandro Carlos de Andrade, foi vista como uma revolução.

E não é que o tempo provou que eles estavam certos? Bonner virou sinônimo de credibilidade e constância, o jornalista que atravessou gerações mantendo o país informado e, por que não, reconfortado.
“Foi impossível não me emocionar com a memória do que representaram esses quase 30 anos de Bonner”, escreveu Amauri. “Ele esteve atento a cada acontecimento que transformou e transforma, todos os dias, o Brasil e o mundo.”
A publicação viralizou entre colegas de redação e jornalistas de diferentes emissoras (recebi esse texto de uma amiga da Record Rio), que exaltaram a sensibilidade de Amauri ao reconhecer o legado de Bonner. O texto também destacou o novo ciclo que se abre com César Tralli, descrito pelo diretor como “um filho do progresso traçado pelo nosso querido Bonner”.

Nos bastidores do Projac, a homenagem foi recebida como um ato de respeito e emoção rara em tempos de telejornais cada vez mais acelerados. Amauri Soares conseguiu o impensável: transformar um simples post em um documento de amor ao jornalismo.
“Ao Bonner, que o novo ritmo seja produtivo e que as descobertas no Globo Repórter lhe tragam um caminho tão feliz quanto o que ele construiu até aqui”, finalizou o executivo.
E cá pra nós, digo sem medo: Bonner sai da bancada, mas não sai da história.