Eu, Kátia Flávia, acordei preparada para comentar figurino, desafinação alheia e drama de reality show. Mas o destino resolveu me jogar um roteiro policial importado direto da Flórida, com direito a sirene, viatura e nome famoso nos registros oficiais. E não é qualquer nome, é Amanda Vasconcelos Tavares Reis, empresária, jovem, poderosa e oficialmente a mulher de Henrique, metade da dupla Henrique e Juliano, aquela que eu defendo como quem defende final feliz de novela das nove.
Segundo documentos do Gabinete do Xerife do Condado de Orange, em Orlando, Amanda foi detida após dirigir com a carteira de habilitação vencida. Até aí, drama administrativo, burocracia, vida real. Só que o roteiro resolveu subir o tom. A polícia afirma que houve tentativa de fuga durante a abordagem, o que transformou um problema simples em um episódio digno de série criminal americana.
Resultado prático do susto. Amanda enfrenta duas acusações criminais. Até o momento, os registros públicos não indicam pagamento de fiança nem confirmação oficial de liberação. A assessoria da dupla sertaneja foi procurada, familiares também, e o silêncio virou personagem fixo dessa história. Silêncio que grita mais alto do que backing vocal em refrão de hit.

Agora vem a parte que me deixa particularmente passada. Amanda sempre circulou no noticiário como empresária discreta, filha de comandante da Polícia Militar, figura que transmite controle e postura. De repente, ela surge em relatório policial nos Estados Unidos, com linguagem seca, objetiva e nada glamourosa. A imagem pública sofre aquele choque de roteiro que nem autor de novela das onze ousaria escrever sem medo do público reclamar.
No Brasil, crises costumam ser resolvidas com nota, sorriso calculado e foto bem iluminada. Em Orlando, a coisa vem com registro oficial, código penal e assinatura de xerife. O contraste é brutal e por isso o caso atravessou fronteiras com velocidade de fofoca boa.
Por enquanto, não há informação sobre próximos passos legais nem posicionamento público de Henrique. E eu, como boa fofoqueira responsável, observo, anoto e espero. Porque nesse tipo de história, o próximo capítulo nunca vem discreto. Ele sempre chega fazendo barulho, puxando holofote e bagunçando o roteiro inteiro.