Teresina foi palco de um casamento que uniu emoção, simbolismo e identidade neste último sábado, 10 de janeiro de 2026. Aluska Nogueira, fundadora e diretora do Na Terra da Rainha (@naterradarainha), casou-se com o inglês Ben Marsh em uma cerimônia intimista na Casa Favorito, cercada por 120 convidados. Um momento marcante da entrada foi a noiva conduzida ao altar pelo filho, João Davi, gesto que deu início ao tom afetivo e profundamente pessoal da celebração.
Vivendo entre o Reino Unido e o Brasil, o casal escolheu iniciar a jornada matrimonial em terras brasileiras. A celebração em Teresina foi pensada como o primeiro de três capítulos desse enlace. No dia 13 de maio, eles assinarão os documentos oficiais no Reino Unido; e, em 16 de maio, fecham o ciclo com uma cerimônia bem britânica no Cotswolds. Ainda assim, foi o “sim” dado no Piauí que concentrou as emoções mais densas, ao lado de amigos e familiares.
“Mesmo sendo meu terceiro casamento, vivi tudo como se fosse a primeira vez. Depois de tantas mudanças e tantos caminhos percorridos, casar com o Ben trouxe uma sensação de recomeço. É como se todas as minhas escolhas tivessem me guiado até esse momento. Senti paz, gratidão e a certeza de que estou exatamente onde deveria estar”, contou Aluska.

A escolha do local não foi apenas estética, mas veio carregada de história. “Eu e o Ben estamos juntos há oito anos, e ele me pediu em casamento na virada de 2020 para 2021. Mesmo assim, eu nunca imaginei que viveríamos esse momento de forma tão intensa”, relembra. O pedido ganhou ainda mais força quando Ben ligou para o pai de Aluska e para João Davi, então com 17 anos, para pedir a bênção. “Esse gesto me marcou profundamente. Ali eu entendi que estávamos prestes a viver algo muito maior do que uma cerimônia”, complementa.
A cerimônia brasileira, coordenada pela cerimonialista Iri Catureba Soldi, refletiu o encontro de culturas que define a vida do casal. Houve votos em inglês, transmissão ao vivo com legendas e um cuidado evidente para que todos se sentissem incluídos. “Tivemos votos em inglês, transmissão ao vivo com legendas para que todos entendessem cada palavra e cada emoção. Fizemos questão de criar um ambiente onde o Ben também se sentisse em casa. Foi um encontro de culturas, de histórias e de afetos”, afirma a noiva.
Entre os rituais que mais traduziram a essência da união, um dos que mais se destacaram pela força simbólica foi o fato de as alianças terem sido forjadas pelo próprio casal. “Forjar nossas próprias alianças foi uma experiência transformadora. Cada marca, cada imperfeição, cada detalhe feito pelas nossas mãos carrega um pedaço da nossa história”, revela. As joias ainda circularam entre os convidados, que tocaram e deixaram ali suas intenções. “Foi como se cada toque deixasse um pouco de luz para nos acompanhar na vida inteira.”
A espontaneidade também marcou presença na festa, quando, mesmo sem ensaio, a primeira dança entre o casal aconteceu de forma inesperada. “Eu e o Ben não treinamos a primeira dança e decidimos que ela não aconteceria. Mas quando a segunda banda começou a tocar, algo simplesmente nos puxou para o centro”, contou. “Foi leve, divertido e espontâneo. E ainda teve um spin comigo no colo.”

Acostumada a planejar experiências para turistas em Londres, Aluska viveu o outro lado da organização com entrega total. “Pensamos em cada detalhe com o coração. Eu fiz praticamente tudo, com o apoio de fornecedores incríveis, mas cada escolha passou por nós”, conta. O resultado foi uma celebração íntima, autoral e coerente com a história do casal.
Casar no Brasil teve um papel especial para o casal. “Queríamos uma cerimônia íntima, com 120 pessoas que realmente fazem parte da nossa história. Foi uma celebração de amor, de pertencimento e de gratidão.” Para ela, dividir o momento com familiares e amigos que atravessaram distâncias foi um dos maiores presentes. “Senti um carinho tão grande que não tenho palavras para agradecer.”
Aluska define o sentimento que marcou o dia como “Imperfeição perfeita”. “É exatamente assim que sinto”, sintetiza. Uma definição que se encaixa não só no casamento, mas na trajetória de quem construiu a própria vida entre países, afetos e escolhas conscientes. E encontrou, entre Teresina e Londres, o cenário ideal para começar um novo capítulo.