Eu, Kátia Flávia, já aviso aos amigos do camarim. Isso aqui não é só noite de club. É ensaio geral com plateia, dessas coisas que depois todo mundo diz que esteve lá. Alok escolheu o Greenvalley para mostrar ao Brasil, antes do resto do mundo, o que vem aí no projeto “Rave The World”.
A apresentação acontece em 2 de maio, em Camboriú, e funciona como prévia oficial do novo show que estreia em junho, em Londres. Nada de teaser tímido. A ideia é colocar o público dentro do conceito, participando ativamente da experiência proposta pelo artista.
O discurso é claro e o movimento é calculado. “Rave The World” revisita o significado da cultura rave e puxa o foco para o encontro humano, o corpo presente e a pista como linguagem coletiva. Em tempos de hiperconexão digital, Alok aposta no contato real como centro da experiência.
Dessa visão nasce a chamada Rave Box, uma estrutura pensada como portal e não só como palco. Luz, som, arquitetura e tecnologia deixam de ser apoio e passam a conduzir a narrativa da noite. Eu olho isso e penso que Alok não quer só tocar. Ele quer organizar sensações.
Reconhecido por esticar os limites do que um artista eletrônico faz ao vivo, Alok usa esse projeto para reposicionar o impacto visual e colocar a conexão no centro da cena. É estratégia, mas também é assinatura artística.
O Greenvalley entra como cenário natural desse movimento. Eleito cinco vezes o melhor club do mundo, o espaço vira vitrine brasileira de um show com ambição global. As vendas abrem em 3 de março pelo site oficial do club. Eu diria para não piscar. Essas prévias históricas costumam virar lenda de pista com muita rapidez.