Agora deixa eu contar como eu vi tudo, sentada na primeira fila da fofoca fina e com binóculo de madame curiosa. Eu cheguei no Camarote Alma Rio achando que ia ver mais uma noite bonita de Carnaval, glitter, abraço e selfie. Dei dois passos e pronto, já estava dentro de um delírio coletivo com assinatura de arte e ego elevado. Sim, meus amores, o Alma Rio resolveu brincar de Burning Man em plena Sapucaí e funcionou.


Sob o comando de Alessandra Pirotelli, que conhece o Carnaval como quem conhece o próprio espelho, o espaço virou um playground sensorial. Cenografia orgânica, performances espalhadas e convidados participando como se fossem parte do roteiro. Nada de público passivo. Todo mundo achando que era artista por uma noite, o que eu acho saudável.


O MAXA assinou a experiência e deixou o camarote com cara de instalação internacional, dessas que fazem o povo tirar foto fingindo que entende tudo. Eu entendo o suficiente para dizer que ficou poderoso e diferente, palavra rara em Carnaval.


No som, Carlinhos Brown entrou em modo xamã pop ao lado do DJ Bhaskar. Fundo de Quintal chegou trazendo aquele samba raiz que abraça e puxa pela cintura. O encontro foi intenso, animado e com aquela sensação de que alguém ali pensou antes de juntar tudo. Milagre acontece.


E claro que Marina Ruy Barbosa estava lá, linda, segura e circulando como se o camarote fosse extensão da própria sala de estar. Embaixadora do espaço, ela virou ponto de encontro de empresários, artistas e curiosos profissionais, tipo eu. Luxo sem afetação, coisa rara.


O Alma Rio segue apostando alto. Três andares, vista privilegiada, open bar premium e gastronomia assinada pelo Capim Santo com a chef Morena Leite. Tudo organizado para quem gosta de conforto, mas não abre mão de espetáculo. Eu observei, aprovei e anotei mentalmente quem entendeu o espírito e quem só foi pelo crachá.

