O comentário veio torto, atravessado e com aquele perfume clássico de despeito mal disfarçado. Ricardo Alface resolveu questionar a trajetória de quem foi expulsa, passou por outro reality e voltou ao jogo. A indireta tinha nome, sobrenome e endereço certo. Ana Paula Renault.
Amores a ironia faz serviço completo. Alface, que já rodou em outro reality como figurinha repetida, resolveu bancar o fiscal de coerência alheia. Agora posa de analista existencial dentro do BBB 26. Fica difícil segurar o riso.

Ana Paula nunca pediu colo nem absolvição. Entrou para causar, falar o que pensa e sustentar o incômodo. É isso que ela faz desde sempre. Já Alface prefere a crítica lateral, aquela que parece profunda, mas escorrega fácil no próprio histórico.
O público percebe rápido. Quem tem trajetória segura não perde tempo tentando diminuir a dos outros. Quem vive de retorno dramático costuma se incomodar com quem não precisa voltar para provar nada.
No fim da cena, sobra contraste. Ana Paula segue jogando com voz alta e memória afiada. Alface entrega comentário atravessado e lembra todo mundo do próprio passado recente. Reality é vitrine cruel. Nela, inveja aparece em HD.