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Kátia Flávia
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Além da forte onda de calor e a seca, 75 botos foram encontrados mortos no Lago Coari, no Amazonas.

Os pesquisadores investigam relação entre mortes e seca histórica.

Kátia Flávia

15/11/2023 17h00

Os pesquisadores investigam relação entre mortes e seca histórica.

A seca severa e histórica que vem castigando o Amazonas continua impactando na vida no que sobrou dos seus rios, mas no município de Coari, a 360 quilômetros de Manaus, o nível do Rio Solimões ainda é mais crítico.

Os botos que são símbolo da biodiversidade da região estão sendo encontrados mortos todos os dias. Cerca de setenta e cinco carcaças já foram recolhidas por pesquisadores para investigar as causas das mortes.

“Nessa época que o rio seca, os animais ficam muito mais vulneráveis, porque estão todos concentrados numa mesma área que está rasa, a temperatura está elevada, então são várias coisas que podem estar afetando esses animais”, diz pesquisadora.

Entre setembro e outubro, a morte de botos também foi registrada em Tefé, que fica na mesma região de Coari.

“O lago Coari tem uma formação similar ao de Tefé, o que permitiu que, com a seca muito intensa, ele tem baixando bastante. Mas você vê que é um rio ainda cheio de vida, muitos tucuxis, muitos botos nadando, muitos peixes-boi”, afirma Waleska Gravena, bióloga

Todos os dias, as buscas voltavam com carcaças desses mamíferos aquáticos. A razão exata para esses óbitos ainda não foi descoberta, mas acredita-se que a temperatura elevada da água é uma das principais linhas de pesquisa. Inúmeros ambientalistas de ONGs também tentam entender a relação da morte dos mamíferos com a seca dos rios.

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