Eu estava lá, espiritualmente sentada no sofá do Brasil, quando o chapéu do Alberto Cowboy virou vítima colateral do BBB 26 e o homem resolveu apertar o botão do exagero máximo. Pronto. Bastou o acessório ser destruído na madrugada para Cowboy acordar no modo faroeste ressentido, mirar em Ana Paula Renault e soltar a palavra da noite, “desumana”, com a segurança de quem acha que está discursando para um tribunal internacional.
Eu amo como o BBB transforma qualquer objeto em símbolo existencial. Chapéu aqui não é chapéu. É honra, é legado, é infância no interior, é o Velho Oeste encontrando o Projac. Cowboy falou, falou alto, falou com gosto e ainda emendou que Ana Paula provoca geral, mas não segura quando a provocação volta. A clássica cena do reality em que alguém cutuca, leva resposta e pede VAR moral.
Ana Paula, claro, não deixou barato. Veio com aquele deboche que mistura professora decepcionada e vilã de novela das nove, questionando os bons costumes do cowboy que saiu da casinha rápido demais. Teve ironia, teve frase pronta para virar meme e teve aquele clima delicioso de briga que rende pauta até o café da manhã seguinte.
No meio do caos, Tadeu Schmidt entrou ao vivo explicando a dinâmica da semana, falando de régua de prioridades, coraçãozinho na ponta e área do vômito, porque nada diz equilíbrio emocional como mandar colegas para um espaço com esse nome. Cowboy aproveitou o microfone e distribuiu punição com a empolgação de quem organiza lista de desafetos no bloco de notas.

Resultado do capítulo. Chapéu destruído, ego inflamado, Sincerão fervendo e eu aqui pensando como o BBB 26 consegue transformar um pedaço de feltro em novela mexicana com sotaque de reality global. Amanhã tem reprise, meme, torcida dividida e alguém jurando que foi tudo estratégia. Eu finjo que acredito, mas sei que foi puro drama. E graças a Deus por isso.