Eu, Kátia Flávia, estava pronta para mais um capítulo de drama internacional quando entra em cena o personagem clássico de toda novela jurídica, o advogado da calma, do tom baixo e da palavra serenidade dita com voz de quem tenta baixar a temperatura do barraco. A defesa de Marcos Araújo, sócio da Audiomix, resolveu falar e trouxe aquele discurso que mistura formalidade, esperança de paz e uma leve tentativa de devolver o caos para o trilho institucional.
Segundo o advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, a medida protetiva de urgência solicitada por Lívia Andrade foi concedida dois dias antes do Natal, durante o plantão judiciário. Isso significa, Brasil, que nada foi debatido a fundo naquele momento. Foi decisão de emergência, daquelas que acontecem quando a Justiça está de recesso e o relógio emocional corre mais rápido que o processual.
O discurso da defesa insiste em um ponto. Agora, com a retomada das atividades normais do Judiciário, depois do recesso, é que o caso será analisado com profundidade. A partir daí, segundo ele, tanto a defesa de Marcos quanto os advogados de Lívia vão apresentar documentos, versões e argumentos para conduzir a questão dentro do palco jurídico, longe do grito e mais perto da razão.
Luiz Flávio Borges D’Urso também fez questão de pintar o passado com tons mais suaves. Disse que o casal foi feliz durante o período em que esteve junto, que separações acontecem e que seguir caminhos distintos faz parte da vida adulta. Tudo isso embalado naquele vocabulário clássico de advogado que pede calma, pacificação e uma solução que permita que ambos sigam suas vidas sem continuar dividindo palco.
Eu, Kátia Flávia, traduzo do juridiquês para o idioma da fofoca. A defesa tenta esfriar o enredo, tirar a emoção da frente e empurrar tudo para o ritmo lento da Justiça. Fala em normalidade, em razão, em resolução tranquila, como se o roteiro não tivesse tido casa nos Estados Unidos, medo relatado, invasão suspeita e um Natal atravessado por decisão judicial.
O advogado ainda reforça que essas situações costumam começar com explosão emocional e depois caminhar para uma fase mais racional, onde a Justiça assume o protagonismo. É bonito no papel, organizado no discurso e elegante na teoria. Na prática, a história ainda está quente demais para virar rodapé.