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Kátia Flávia
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Adriana Sant’Anna e Rodrigão têm R$ 367 mil bloqueados por dívida milionária

A Justiça de São Paulo bloqueou R$ 367,7 mil nas contas do casal em uma ação que cobra mais de R$ 1,4 milhão pela saída de Rodrigão do projeto musical Os Marvados, em 2017. Em decisão de 6 de outubro, o juiz manteve a cobrança e mandou intimar os dois de novo.

Kátia Flávia

10/10/2026 9h18

adriana e rodrigao

A decisão foi mantida em segunda instância, mas ainda não é definitiva: o casal continua recorrendo e tenta levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). (Crédito: Reprodução/Redes Sociais)

Eu estava com a bolsa no ombro e a chave do carro na mão, já atrasada para o almoço com as amigas, quando entrou uma chamada de vídeo do Brasil. Atendi no hall de casa, aqui no Labeloura, em Sintra, e larguei a bolsa no aparador logo na primeira frase: a Justiça bloqueou R$ 367,7 mil nas contas de Adriana Sant’Anna e Rodrigão. Quem trouxe os detalhes do processo foi o Portal Leo Dias, do meu querido Leonardo, e eu sentei no degrau da escada para entender tudo.

A história começa em 2017. Rodrigão fazia parte do projeto musical Os Marvados, que tinha a WFA Marketing e Eventos como gestora e investidora. O contrato valia três anos e previa multa se alguém saísse sem justo motivo. Em janeiro daquele ano, Rodrigão avisou que estava fora e, dias depois, anunciou a decisão nas redes sociais. A empresa entrou na Justiça dizendo que a saída quebrou o contrato e deu prejuízo ao projeto.

O dono da WFA é Fábio Ponte, empresário com um casting que parece playlist de pagode de domingo: Jeito Moleque, Pixote, Bom Gosto, Cupim na Mesa, Batom na Cueca, Grupo Sem Abuso, Melanina Carioca e Latino já passaram por ele. Fábio falou sobre o caso e disse que a interrupção do projeto, que ele atribui a questões familiares de Rodrigo, trouxe prejuízo financeiro e tirou da empresa um trabalho que já dava resultado em várias regiões do país. Ele afirma que sempre quis resolver tudo por acordo, que isso não aconteceu e que continua aberto a conversar.

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” Continuo aberto a uma solução consensual de maneira equilibrada, respeitando os direitos e os interesses de todos os envolvidos e que permita encerrar definitivamente esse capítulo.”, declarou o empresário Fábio Ponte

Em março de 2022, a juíza Marian Najjar Abdo, da 42ª Vara Cível de São Paulo, condenou Rodrigão a pagar R$ 400 mil de multa à WFA, além de indenização por danos morais. Adriana também foi condenada a pagar danos morais. A decisão foi mantida em segunda instância, mas ainda cabe recurso, e o casal tenta levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça. Enquanto isso, a WFA começou a cobrar os valores atualizados com juros, correção e custos do processo.

A conta hoje é esta: cerca de R$ 1,21 milhão é cobrado só de Rodrigão, e outros R$ 218 mil são cobrados dos dois juntos. Como eles não pagaram nem indicaram bens, a Justiça autorizou uma busca nas contas bancárias. O sistema encontrou R$ 367,7 mil com o casal e nada em nome de Rodrigão. Esse dinheiro está parado e ainda não foi para a WFA, porque o processo não terminou.

Na prática, quem está com dinheiro preso é a Adriana, e por um valor maior do que a parte pela qual ela responde. No dia 6 de outubro, o juiz mandou intimar o casal novamente e pediu o resultado das outras buscas de bens, que seguem em sigilo. Se quiserem desbloquear o dinheiro, os dois vão ter que mostrar os extratos bancários completos dos 60 dias anteriores ao bloqueio.

O caso serve de aula para qualquer artista, influenciador ou dono de negócio: multa de contrato não é enfeite, e anunciar saída nas redes não encerra compromisso nenhum. Recorrer é direito do casal e o placar ainda pode mudar, mas esticar uma briga por nove anos enquanto os juros correm do lado de quem cobra é aposta cara. Desci para o almoço com as meninas e, quando a conta chegou, li duas vezes antes de pagar. Vai que tem multa.

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