Meus amores, hoje o jornalismo brasileiro está de luto chiquérrimo e com lágrimas nos olhos: faleceu nesta terça-feira (2) o lendário Mino Carta, aos 91 anos. O mestre estava internado há duas semanas na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e lutava contra problemas de saúde havia um ano.
Nascido em Gênova, na Itália, Mino chegou ao Brasil depois da Segunda Guerra Mundial e foi aqui que cravou seu nome na história. Olha só: ele não só fundou a Carta Capital, em 1994, como também ajudou a criar verdadeiros ícones da imprensa brasileira, como Quatro Rodas, Veja e IstoÉ. É ou não é um currículo de respeito?
Apesar de ter iniciado Direito na USP, nunca concluiu o curso. Mas aos 27 anos, quando recebeu um convite de Victor Civita para dirigir a Quatro Rodas, descobriu sua grande vocação: inventar, renovar e liderar publicações. E ele não parou mais! Em 1966, integrou a equipe que lançou o inovador Jornal da Tarde; já em 1979, ao lado de Cláudio Abramo, fundou o ousado Jornal da República.
Mino sempre foi sinônimo de independência e opinião forte, qualities raras que transformaram sua trajetória em referência para várias gerações de jornalistas. A Carta Capital, em nota emocionante, resumiu bem: “Há um ano, Mino lutava contra os problemas de saúde, em idas e vindas do hospital.”
Uma vida inteira dedicada à palavra, à crítica afiada e à construção de veículos que marcaram época. Um verdadeiro maestro da imprensa brasileira nos deixa, mas seu legado segue eterno, estampado nas páginas que ajudou a criar.