Meus amores, eu mal terminei de separar o look imaginário para Copacabana e já fui atropelada por esse roteiro que mistura praia, Justiça, ego internacional e compositores brasileiros batendo na porta do fórum com papel timbrado. A vida não deixa a gente em paz nem por um refrão.
Shakira foi anunciada como atração de um megashow gratuito na Praia de Copacabana e, no mesmo embalo do anúncio, ganhou um problemão judicial made in Brasil. Um grupo de compositores entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro alegando que a música Shakira: BZRP Music Sessions Vol. 53 copia elementos centrais de Tu Tu Tu, parceria de Mariana Fagundes com Leo Santana. Sim, meus queridos, o barraco atravessou fronteiras e pousou direto na 7ª Vara Empresarial.

A ação foi protocolada no começo de janeiro e envolve a colombiana, um produtor argentino e as gravadoras responsáveis pelo lançamento. Os autores afirmam que houve uso de elementos musicais sem autorização, o que configuraria plágio, e pedem indenização e reconhecimento de coautoria. Tudo muito técnico no papel, mas com potencial dramático de novela latina em horário nobre.
Para temperar ainda mais esse caldeirão, Shakira mantém relação próxima com o Brasil e já colaborou com Carlinhos Brown, o que deixa o caso ainda mais indigesto para quem esperava só amor tropical e coro afinado em Copacabana. O clima, meus amores, ficou levemente azedo, com gosto de limão espremido na ferida.

Até agora, nenhuma das partes se pronunciou oficialmente. A Justiça segue seu curso, enquanto a internet já começou a fazer o que faz de melhor, comparar trechos, puxar vídeos, virar perita musical sem diploma e decidir sentenças em caixa alta. Eu observo tudo de camarote, abanando meu leque, porque sei que esse tipo de história nunca acaba rápido.
O timing é cruel e irônico. Justo no momento em que o nome de Shakira vira manchete positiva pelo show gratuito no Rio, surge uma disputa que ameaça roubar o foco da celebração. A cantora segue confirmada para maio, mas o assunto já circula nos bastidores como aquele comentário que ninguém faz em voz alta, mas todo mundo cochicha.