A massa do bolo de laranja mal tinha entrado no forno quando uma amiga da TV Globo soprou o babado dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor. E que ninguém venha com chá de camomila, porque sexta e sábado vêm com Jendal em modo carrasco, Kênia em desespero e Mirinho fazendo teatro pior que vilão de novela das nove em crise de audiência.
No capítulo de sexta-feira, Jendal recusa o pedido de Kênia e deixa claro que Dumi pode ser sacrificado se Omar não aparecer. A desgraça ganha verniz de romance quando Dumi decide fugir, se despede de Kênia e os dois acabam flagrados aos beijos pelo próprio Jendal. É beijo de novela com cheiro de sentença, minha senhora!

Enquanto isso, Alika confessa a Teresa que não acredita nas boas intenções de Mirinho, e com razão, porque o sujeito já está costurando plano para se vangloriar diante dela. Casemiro ainda obriga Mirinho a se envolver com a reabertura da escola, enquanto Fabrício ensina o traste a se aproximar de Alika/Lúcia. Para completar o tabuleiro da canalhice, José é atacado por capangas de Mirinho na estrada.
No sábado, o teatro fica ainda mais descarado. Mirinho interrompe o suposto assalto a José e posa de salvador, todo trabalhado no golpe emocional para impressionar Alika/Lúcia. A mocinha cuida dele depois que o pilantra desloca o ombro na encenação, e Virgínia aparece para resgatar o falso herói da casa dela, porque novela boa entrega golpe, curativo e vergonha alheia no mesmo pacote.

No palácio, Jendal repreende Kênia, aprisiona Dumi e espalha pânico entre os aliados do rapaz. Akin desconfia, corre para alertar Omar e Ladisa, e Kênia entra em desespero ao perceber que Dumi pode ser executado. Só que Jendal surpreende todo mundo e perdoa Dumi, decisão com cara de calmaria antes de tempestade, porque vilão que perdoa demais está escondendo cobra no turbante.
O veredito noveleiro é cristalino: Mirinho vai pagar por esse teatrinho de herói de papelão, e Alika/Lúcia precisa abrir o olho antes de cair no golpe do ombro deslocado. Já Kênia e Dumi estão oficialmente no altar dos casais sofridos, aqueles que fazem o público gritar com a televisão e amaldiçoar vilão entre uma fatia de bolo e outra. Justiça novelesca tarda, mas quando vem, vem com trilha alta e close no olhar da bandida derrotada.