Amores, anotem aí. A faixa das 23h vai voltar a ter brilho, tensão e história pra contar. A Globo confirmou que Guerreiros do Sol será exibida em 2026, ocupando o horário nobre da madrugada, aquele reservado para quem gosta de novela densa, adulta, sem medo de poeira, suor e conflito.
E antes que alguém torça o nariz, vamos aos fatos. Guerreiros do Sol não é qualquer produção. É uma novela ambiciosa, escrita por George Moura e Sergio Goldenberg, inspirada no universo do cangaço, mas sem caricatura, sem romantização barata. Aqui o sertão é duro, os personagens são complexos e a narrativa é intensa, do tipo que exige atenção e entrega.
A história se passa entre as décadas de 1920 e 1930 e mergulha nas disputas de poder, nas relações familiares atravessadas pela violência, pelo desejo e pela sobrevivência. Tudo isso embalado por uma estética forte, quase cinematográfica, com gravações em locações do Nordeste que valorizam a aridez, a luz e a força do cenário.

No elenco, nomes que não brincam em serviço. Isadora Cruz, Thomás Aquino, Alinne Moraes, José de Abreu, Irandhir Santos, Nathalia Dill. Gente que sustenta cena, que carrega personagem no olhar e que não precisa de muleta narrativa.
A novela foi produzida originalmente para o Globoplay e agora ganha a vitrine da TV aberta, o que muda completamente o jogo. Na faixa das 23h, a Globo tem liberdade para ousar mais, para contar histórias menos óbvias, mais densas, mais autorais. É o horário certo para esse tipo de dramaturgia.

E aqui eu digo, sem medo de errar. Essa escolha mostra um raro momento de acerto estratégico. Em vez de repetir fórmulas, a emissora aposta numa obra que tem identidade, estética e coragem. Uma novela que não subestima o público e que entende que quem fica acordado até tarde quer algo além do básico.
Guerreiros do Sol não é novela para distrair. É novela para marcar. Daquelas que geram conversa, dividem opiniões, provocam debate e ficam na memória.
Então sim, dessa vez eu vou ficar acordada.
E quando a novela é boa, a gente nem sente o sono chegar.