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Kátia Flávia
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A crítica pesada de Leandra Leal sobre canetas emagrecedoras: “Retrocesso”

Atriz negou ter romantizado a obesidade e afirmou que o uso estético de medicamentos para emagrecer reforça a volta de um padrão de magreza extrema. Famosos saíram em defesa dela nas redes

Kátia Flávia

21/08/2026 18h45

Leandra Leal se pronunciou após repercussão de falas sobre canetas emagrecedoras e padrão de magreza extrema

Leandra Leal se pronunciou após repercussão de falas sobre canetas emagrecedoras e padrão de magreza extrema

Leandra Leal se pronunciou após a repercussão de falas sobre corpo feminino, magreza extrema e uso de canetas emagrecedoras com finalidade estética. A atriz negou ter romantizado a obesidade e afirmou que considera um “retrocesso” a volta de um padrão de beleza baseado na extrema magreza.

Eu já estava a caminho de um compromisso de fim de tarde, tentando não amassar a roupa no banco e fingindo serenidade no trânsito, quando Leandra apareceu explicando aquilo que a internet já tinha recortado, mastigado e cuspido com opinião pronta. Sexta-feira, minha filha, não perdoa nem reflexão sobre autoestima.

A polêmica começou depois da participação da atriz no Sem Censura, da TV Brasil. Em um trecho que viralizou, Leandra falou sobre uma mulher gostar de si, do corpo que tem, da própria vida e do prazer que pode ter com esse corpo.

Depois da repercussão, ela foi às redes explicar o ponto. “Não estou demonizando o uso das canetas emagrecedoras. Não estou romantizando a obesidade. E eu acho um retrocesso a volta do padrão de beleza de extrema magreza. Acho mesmo”, afirmou.

Eu pausei o áudio do motorista falando de engarrafamento porque, olha, aqui ela tocou num nervo exposto. A discussão não era sobre medicamento indicado por médico. Era sobre a pressa estética de transformar todo corpo feminino em projeto de correção pública.

Leandra destacou que as canetas emagrecedoras são medicamentos eficazes no combate à obesidade quando há indicação clínica. O problema, segundo ela, é o uso como atalho para atingir padrões que aprisionam mulheres.

“A sociedade acredita que o corpo feminino é algo público e pode ser debatido, julgado, dominado, avaliado e padronizado”, disse a atriz. Para ela, a volta da magreza extrema como ideal de beleza é uma forma de dominação sobre a vida das mulheres.

A explicação recebeu apoio de famosos. Samara Felippo comentou que Leandra entrou no “mundo da chatice dos recortes de internet sem contexto só pra engajar”. Deborah Evelyn, Débora Falabella, Fernanda Paes Leme, Elisa Lucinda, Leticia Isnard, David Junior, Rafael Zulu, Alexandre Nero e Enrique Diaz também demonstraram apoio.

Eu cheguei ao compromisso com essa frase martelando: “corpo feminino não é praça pública”. Leandra tentou falar de saúde, autoestima e padrão inalcançável. A internet tentou transformar em briga. E, como sempre, sobrou para uma mulher explicar pela décima vez que existir fora da régua dos outros não é fazer apologia de nada.

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