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Kátia Flávia
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A argentina Agostina Páez está “morrendo de medo” após a Justiça do Rio decretar sua prisão preventiva

Advogada teve passaporte apreendido sob a alegação de risco de fuga, depois de ter proferido ofensas racistas

Kátia Flávia

06/02/2026 16h00

Advogada teve passaporte apreendido sob a alegação de risco de fuga, depois de ter proferido ofensas racistas

Meus amores, estou aqui aproveitando a piscina da minha amiga de Santa Teresa e comendo um bom churrasco com muita picanha e chandom para iniciar esse final de semana com tudoooo. Eis que recebo um vídeo de uma prima minha sobre a Argentina que cometeu injúria racial lá em Ipanema

Acontece que a advogada e influenciadora Agostina Páez alegou estar “morrendo de medo” após a Justiça do Rio decretar sua prisão preventiva por injúria racial e gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, bairro da zona sul da cidade. Em vídeo publicado em suas redes sociais, ela disse estar desesperada, alegou ter direitos violados e pediu ajuda.

“Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”, afirmou ela.

Nesta quinta-feira (5), o Tribunal de Justiça do Rio decretou a prisão preventiva da advogada argentina, sob a alegação de risco de fuga. O magistrado responsável acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio e a tornou ré por crime de racismo. O processo está correndo em segredo de Justiça. No Brasil, a pena para essa tipificação varia de dois a cinco anos de prisão.

Agostina responde pelo crime de injúria racial contra quatro funcionários de um bar em Ipanema. Antes da decisão, ela estava proibida de deixar o país, teve o passaporte retido e passou a usar tornozeleira eletrônica.

Segundo a ação penal, Agostina estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva. Apesar de ter sido advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela se dirigiu à caixa do bar, chamou a funcionária de “mono”, termo espanhol para macaco, e fez gestos simulando o animal.

De acordo com as imagens anexadas ao processo indicam que Agostina voltou a proferir ofensas racistas na calçada em frente ao estabelecimento, ela repetiu gestos imitando macaco contra três funcionários.

Além disso, a Promotoria fez questão de destacar os relatos das vítimas foram corroborados por testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento do bar e outros registros. Segundo o MP, esse conjunto de provas reunidas na investigação contraria a versão apresentada por Agostina de que os gestos teriam sido brincadeiras dirigidas às amigas.

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